Descoberto anel com 2.000 anos que pertenceu a Pôncio Pilatos

Ernmuhl / Wikimedia

Torre de David em Jerusalém

O nome de Pôncio Pilatos – o governador da província romana da Judeia que ordenou a crucificação de Jesus Cristo – foi encontrado gravado num antigo anel de bronze encontrado há 50 anos na Cisjordânia.

De acordo com o Haaretz, que avança a notícia, a jóia foi encontrada já na década de 1960, mas só agora é que os cientistas conseguiram decifrar as suas inscrição. O anel foi encontrado juntamente com outros milhares de objetos descobertos durante as escavações arqueológicas no antigo Palácio do rei Herodes, lideradas por Gideon Forster.

Recentemente, uma outra equipa científica, liderada por por Roi Porat, voltou a examinar o objeto de 2.000 anos e decifrou a inscrição gravada.

De acordo com os especialistas, as inscrições no anel incluem uma vasilha de vinho rodeada com uma palavra grega traduzida como “Pilatos”. Os investigadores ligaram assim o anel ao governador Pôncio Pilatos, que governou entre os anos 26 e 36. Segundo os especialistas, o nome encontrado no anel era raro à luz da época em de Israel.

“Eu não conheço nenhum outro Pilatos naquela época, e o anel mostra que [o dono do anel] era uma pessoa de estatuto e riqueza”, comentou o professor Danny Schwartz.

É de salientar que um anel deste tipo – de bronze e com inscrições gravadas – era característico da cavalaria romana da época, à qual Pôncio Pilatos pertencia. Por outro lado, revelaram os cientistas, o anel é um objeto bastante simples, sugerindo que o governador foi capaz de usá-lo durante o seu trabalho diário ou então poderia pertencer a um dos seus funcionários que o usavam para afirmar o seu nome.

Contudo, os cientistas acreditam que o mais certo é que a jóia tenha pertencido a Pôncios Pilatos, tal como aponta a própria imprensa de Israel.

O anel agora encontrado junta-se a um outro objeto atribuído ao governador, a chamada pedra de Pilatos, descoberta em 1961 no complexo arqueológico de Cesareia Marítima, em Israel, que também tinha o seu nome gravado.

Os resultados da pesquisa foram publicado na Israel Exploration Journal

ZAP // RT

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3 COMENTÁRIOS

  1. Causa-me o maior espanto. Primeiro porque o anel foi descoberto na década de sessenta do século XX, a inscrição não é em nenhum alfabeto particularmente difícil de entender e… só sessenta anos depois conseguem decifrar. Depois porque a palavra traduzida como está grafada é PILATO, o que sendo Poncios Pilatus o nome em língua latina é intrigante. Terceiro o que fazia um Governador Romano da Judeia de língua latina com um anel com o seu nome gravado em Grego? É certo que o helenismo estava espalhado na zona e que o próprio Herodes Agripa conheceria a língua mas, apenas se fosse um presente deste não é muito expectável. E se fosse um presente de um Rei a um Governador estrangeiro porquê bronze?
    As questões que ficam levantam dúvidas sobre as conclusões, quanto a mim precipitadas desta “descoberta”, mas tambemjá estamos habituados a que a arqueologia israelita esteja sempre particularmente orientada para justificar a veracidade bíblica. O que é um defeito metodológico. Procura-se na história e no mito as explicações para os achados, não se procuram achados procurando justificar com eles a história e os mitos.

    • Ola amigo.Bom, creio que a grafia em grego se deve, por ser o grego uma das línguas francas usadas no mundo antigo e mesmo na era do Império Romano. Além de que também era uma língua considerada como símbolo de erudição por quem a entendia e a escrevia. Quanto ao Bronze, o mesmo também era considerado um minério de valor naquela epoca, então não era incomum dar presentes feitas a bronze ou prata, na ausência do ouro, entre aqueles que possuíam poder para isso.

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