Cristas e Maria Luís ficaram a uma falta de perder o mandato no Parlamento

CDSPP / Facebook

A deputada Assunção Cristas na bancada parlamentar do CDS

A deputada Assunção Cristas na bancada parlamentar do CDS

Assunção Cristas e Maria Luís Albuquerque são as únicas deputadas com três faltas injustificadas na última legislatura, perto do limite para a perda do mandato.

De acordo com o Diário de Notícias, nesta legislatura houve apenas 50 deputados, entre os 230 eleitos, que nunca faltaram – metade destes não se deslocaram sequer em trabalho político, estando sempre presentes no hemiciclo.

Por outro lado, poucos faltam sem justificação, já que cada eleito “apenas pode dar quatro faltas injustificadas às reuniões do Plenário ou das comissões em que é efetivo, sob pena de perder o mandato como deputado ou como membro da comissão”.

No entanto, o DN revela que as únicas deputadas que faltaram três vezes às sessões sem justificação – ou seja, por motivos que não fossem missão parlamentar e o que é considerado “trabalho político” – foram a líder do CDS e a ex-ministra das Finanças.

Assunção Cristas explicou ao jornal os motivos da sua ausência: duas faltas aconteceram em março, nas férias da Páscoa – na semana seguinte a ter sido eleita para a liderança do partido, dedicando mais tempo aos filhos “depois das semanas intensas que antecederam o congresso” -, e outra foi a 22 de junho, quando se deslocou a Lyon para ver o Portugal x Hungria.

“Eu podia ter posto ali trabalho político numa delas, porque fui ver o jogo da seleção portuguesa com a Hungria, e estive lá com o Sr. Presidente da República. Talvez muitos o tivessem feito, mas eu entendi que não se justificava. Eu não minto”, sublinhou a deputada.

A líder do CDS, eleita pelo distrito de Leiria na lista da coligação Portugal à Frente, que é uma das deputadas que mais faltaram às sessões, com nove faltas justificadas por “trabalho político”.

A ex-ministra das Finanças não quis prestar declarações ao DN.

No grupo parlamentar do CDS, há ainda duas deputadas com faltas injustificadas nesta sessão legislativa: Ana Rita Bessa, eleita por Lisboa, e a antiga secretária de Estado Teresa Caeiro, eleita por Faro.

Entre os grupos parlamentares do PCP, PEV, BE e PAN, de acordo com o jornal, não há nenhum deputado com faltas injustificadas, e é também nestes partidos que se regista o maior número de presenças na totalidade das sessões.

O grupo parlamentar do PSD detém, no entanto, o recorde de deputados sem qualquer falta marcada: 17 dos 89 deputados nunca faltaram, entre os quais João Rebelo e Pedro Mota Soares, embora a maioria não se tenha ausentado sequer em missão parlamentar.

Na AR considera-se motivo justificado a doença, o casamento, a maternidade e a paternidade, o luto, a missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político, e ainda a “força maior”.

ZAP

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5 COMENTÁRIOS

  1. “força maior” é defectar? andam tratando das negociatas e depois desculpam-se com os filhos isso também é abuso de menores, por outro lado dar dozes cavalares de atenção aos filhos antes ou depois seja do que for não compensa as faltas de atenção. esta tipa é mesmo parva então ela pensa que os portugueses acreditam que é ela que trata das crianças.

  2. São estas mesmas senhoras que depois aparecem, com elevadas doses de moral, a exigir e votar Leis, na Assembleia da Republica, para punir quem falta ao trabalho etc. São estas mesmas criaturas “moralistas” que dizem que é preciso aumentar a produtividade.
    Com esta estirpe de deputados, gente que é mandatada por nós, por via do voto, que se comportam desta maneira como é que o País haverá de evoluir e ser mais produtivo.
    Temos pessoas competentes e trabalhadoras, não ficamos a dever, em capacidade de trabalho, a nenhum outro País, no entanto, como os exemplos que deveriam existir a este nível não existem, as pessoas até desmoralizam…

  3. Não posso crer. A Sra Cristas, tá bem, ela até diz a verdade. As crianças tiram muito tempo,… os maridos nem ligam, devia ser-lhe dada uma licença especial, a ela e outras da mesma arte. Nem tempo têm para pentear, coitadas. São mães dedicadas,… mas que dão tudo pelo seu País. Há que apreciar. Mas a Dona Alobuquerque é outra música, tem tachos a defender, tem de tirar tempo para receber instruções do patrão, tem de olhar pelas asneiras do companheiro ( não vá ele fazer mais ainda), tem de tempo em tempo escrever, defender a posição e apoiar o instrutor ( que sabe-se lá as tantas que tem provocado), que está doentinho, coitadinho…. e depois, ainda não é tempo para o abandonar ( é um problema), mas tudo também a bem da Nação. Acho queb também lhe deve ser dada uma licenciazinha, ela estica-se e lá se defende, mas há que considerar que também é humana, tem de descançar

  4. A Maria Luís dá para perceber, pois ela tem outros altos cargos. Ela própria disse não serem incompatíveis com a assembleia da Republica.
    Agora percebe-se…

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