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As crianças têm dez vezes mais micro-plásticos nas fezes do que os adultos

Uma equipa de cientistas da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, usou espectrometria de massa para medir os níveis de micro-plásticos compostos de policarbonato (PC) e de polietileno tereftalato (PET) presentes nas fezes crianças e adultos.

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Os cientistas, escreve o Wired, identificaram pelo menos um tipo de micro-plástico em todas as amostras. Porém, as concentrações de micro-plásticos de PET eram dez vezes superiores nas fezes de crianças do que nas de adultos. Em relação à quantidade de resíduos de PC, nenhuma diferença significativa foi notada entre os dois grupos.

Os investigadores acreditam que estes resultados se devam ao facto das crianças serem expostas a maiores quantidades de micro-plásticos pois colocam nas suas bocas biberões, brinquedos e chupetas.

“Sabe-se que crianças de um ano de idade costumam mastigar produtos e roupas de plástico”, escreveram os especialistas no estudo, que foi publicado no jornal ACS Publiations.

O novo estudo cita ainda pesquisas anteriores que indicam que as fórmulas infantis feitas  para alimentar os bebés em tenra idade podem libertar milhões de micro-plásticos. “Muitos alimentos processados ​​são embalados em recipientes de plástico, que constituem outra fonte de exposição a crianças”, referem os cientistas.

Ainda não se sabe ao certo qual é o impacto dos micro-plásticos na saúde humana, embora várias pesquisas apontem que as menores partes desses resíduos podem atravessar as membranas celulares e entrar na circulação sanguínea.

De acordo com uma investigação de 2019, que contemplou 50 estudos realizados sobre a ingestão humana de plásticos, cada pessoa ingere cerca de 2.000 micropartículas de plástico todas as semanas, ou seja, cerca de 250 gramas por ano.

Uma outra pesquisa, também de 2019, compilou 26 estudos anteriores que analisaram as quantidades de partículas de microplásticos em peixes, moluscos, açúcares, sais, álcoois, água — da torneira e engarrafada — e no próprio ar, e concluiu que cada pessoa come todos os anos plástico equivalente a uma fita-cola de 605 metros.

  ZAP //

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