Aos 4 anos, as crianças já consideram os homens mais poderosos do que as mulheres

Aos quatro anos, as crianças já associam poder e masculinidade, mesmo em países considerados igualitários, como a Noruega.

Cientistas franceses, suíços e noruegueses colaboraram num estudo, publicado no dia 7 de janeiro na revista científica Sex Roles, e chegaram à conclusão que aos quatro anos as crianças já são capazes de associar poder com masculinidade. Além disso, a investigação mostrou que, em algumas situações, esta associação não se manifesta em meninas.

Os investigadores estavam interessados em descobrir se crianças, com idades compreendidas entre três e seis anos, e naturais de três países muito distintos (França, Líbano e Noruega), atribuem mais poder às figuras masculinas do que às femininas.

Para isso, levaram a cabo uma primeira experiência na qual mostraram às crianças uma fotografia com dois indivíduos sem género. Na imagem, um dos indivíduos assumia uma postura física dominante, enquanto que o outro apresentada uma postura subordinada.

Num primeiro momento, os participantes tiveram de adivinhar qual dos dois indivíduos exercia poder sobre o outro. Depois, tiveram de atribuir um género a cada indivíduo.

Os resultados revelam que, a partir dos quatro anos, a grande maioria das crianças considera que o indivíduo dominante é do sexo masculino. A associação poder-masculinidade foi observada em meninos e meninas, independentemente do país de origem. Ainda assim, a associação não foi significativa em crianças de 3 anos.

Segundo o Phys.org, a equipa de cientistas decidiu realizar uma segunda experiência. Desta vez, as crianças francesas de quatro e cinco anos tiveram que se imaginar na fotografia e decidir se a outra pessoa seria do sexo masculino ou feminino.

Quando as crianças tiveram de considerar a sua própria relação de poder com uma pessoa do mesmo sexo, tanto as meninas como os meninos identificaram-se com o caráter dominante.

Contudo, quando tiveram que considerar a sua relação de poder com uma pessoa do sexo oposto, os meninos identificaram-se mais frequentemente com o personagem dominante, enquanto que as meninas não se identificaram significativamente com nenhuma das personagens.

Por último, numa terceira experiência, as crianças libanesas e francesas, com quatro e cinco anos,observaram uma série de trocas entre duas personagens – uma que representava uma menina e a outra um menino. Neste grupo, a maioria das crianças do sexo masculino achava que a personagem que impunha as suas escolhas ou que tinha mais dinheiro era a personagem masculina.

Estes resultados são a prova de que as crianças têm sensibilidade precoce a uma hierarquia de género, embora em algumas situações as meninas não associem poder com masculinidade.

ZAP //

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