Corrida dos portugueses ao novo estatuto de imigrante entope consulados do Reino Unido

Mais de 380 mil portugueses já se candidataram ao novo estatuto de imigrante no Reino Unido, mas os postos consulares não estão a conseguir dar resposta a esta corrida.

Segundo o jornal Público, os atrasos dos serviços consulares estão a gerar preocupação entre a comunidade portuguesa, uma vez que o prazo para regularizar esta situação termina a 30 de junho, havendo o risco de estas pessoas ficarem ilegais e, assim, serem expatriadas.

“Há gente que vive cá há 20 ou 30 anos e que não consegue requerer o settled status [estatuto de residente permanente] porque tem os documentos caducados e não conseguem vaga para atendimento. E receiam ir tratar da documentação a Portugal, porque podem não conseguir voltar a entrar“, contou ao diário Domingos Cabeças, proprietário da Neto Recruitment Agency, agência de recrutamento portuguesa de mão-de-obra em Londres.



Em declarações ao mesmo jornal, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, assegurou que “o apoio necessário para a apresentação de candidaturas será garantido a todos” e que, ainda este mês, haverá “novo reforço de recursos humanos”.

Esta segunda-feira, a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas já tinha confirmado à agência Lusa que pelo menos dois cidadãos portugueses foram impedidos recentemente de entrar no Reino Unido por falta de visto de trabalho, tendo um deles sido detido temporariamente.

“Os dois cidadãos nacionais foram acompanhados pelos serviços consulares, tendo os dois casos constituído objeto de interlocução com as autoridades britânicas. Estes cidadãos nacionais foram informados de que teriam de regressar a Portugal, como veio a suceder.”

O site Politico noticiou há duas semanas que dezenas de cidadãos europeus de várias nacionalidades estavam a ser detidos nos aeroportos ou colocados em centros de detenção temporária vários dias até serem deportados.

O jornal The Guardian noticiou na semana passada que alguns dos europeus afetados tinham entrevistas de emprego, o que as normas do Governo britânico permitem.

Na sequência do Brexit, desde 1 de janeiro que cidadãos da União Europeia deixaram de poder viajar para o Reino Unido para trabalhar sem possuir um visto de trabalho ou de estudante ou o estatuto de residente. Os cidadãos da UE podem entrar no Reino Unido sem visto e permanecer até 90 dias se for para turismo.

Porém, os agentes dos serviços de controlo fronteiriço podem recusar a entrada se tiverem motivos razoáveis para suspeitar que pretendem ficar no país sem a documentação necessária, tal como já acontecia com imigrantes de outros países.

Entretanto, o Ministério do Interior atualizou as instruções às forças de segurança para que cidadãos estrangeiros nesta situação possam ser libertados sob fiança se tiverem um local onde ficar.

“Agora que a liberdade de circulação terminou, as pessoas de toda a UE podem continuar a visitar o Reino Unido, mas aqueles que vêm para trabalhar ou estudar devem cumprir os nossos requisitos de entrada e pedimos que verifiquem antes de viajar”, vincou um porta-voz à agência Lusa.

Embora os agentes de controlo das fronteiras continuem a ter a capacidade de deter pessoas em situação irregular, o Ministério do Interior determinou que “sempre que possível, a remoção ocorrerá imediatamente e o indivíduo permanecerá no aeroporto até ao voo”.

ZAP // Lusa

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