Cientistas reconstruiram a cara de Shep-en-Isis, uma famosa múmia com 2.600 anos

Uma equipa de investigadores reconstruiu a cara de Shep-en-Isis, uma múmia com 2.600 anos de idade. O rosto é mostrado num vídeo 3D.

Shep-en-Isis — ou Schepenese — é uma múmia do Antigo Egito que está na posse da Biblioteca da Abadia de St. Gallen, na Suíça.

Graças à tecnologia forense, cientistas conseguiram agora reconstruir a cara de Shep-en-Isis, mostrando o aspeto da mulher egípcia em 3D. Os resultados foram publicados na forma de uma monografia intitulada The Forensic Facial Reconstruction of Shep-en-Isis.

“Reconstruir um rosto a partir de fotografias em escala” foi possível “usando ferramentas modernas de reconstrução 3D”, explicam os investigadores ao portal Aventuras na História.

Os músculos da cara foram modelados e a pele foi adicionada de acordo com a espessura dos tecidos moles. Tudo com o apoio de Cícero Moraes, brasileiro especialista em design 3D.

Moraes e a sua equipa concentraram-se “exclusivamente na aparência forense reconstruida e nas evidências anatómicas”, sem acrescentar joias, roupas ou perucas. Os cientistas acreditam que acessórios são apenas baseados em suposições e não em factos.

Cícero Moraes / FAPAB Research Center

Recriação do rosto de Shep-en-Isis.

Recriação do rosto de Shep-en-Isis.

Pouco se sabe sobre esta múmia. Em 2010, investigadores concluíram que era uma mulher e acredita-se que seja filha do sacerdote Amon Pestjenef e tenha vivido entre 650 e 610 aC, em Tebas. Desconhecem-se as causas da morte.

Shep-en-Isis foi encontrada no túmulo da sua família, no templo mortuário do faraó Hatshepsut, juntamente com o seu pai, cuja múmia está em Berlim.

“Com base na idade anatómica de Shep-en-Isis e no estilo do seu caixão interno, ela deve ter nascido por volta de 650 aC e morrido entre 620 e 610 aC”, explicou Michael Habicht em declarações ao Aventuras na História.

Os investigadores acreditam que Shep-en-Isis tinha um grau de educação avançado. Ainda assim, a identidade e profissão do seu marido é ainda é um incógnita. Os peritos também não sabem se a mulher tinha filhos.

  ZAP //

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