Cientistas criaram moto-serra com dentes de tubarão (e não é um filme de terror)

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Katherine A. Corn et All

Lâmina com dentes de um tubarão Bluntnose Sixgill

Uma equipa de cientistas norte-americanos resolveu criar uma moto-serra com dentes de tubarão para tentar perceber como é que estes temidos predadores caçam. Uma experiência sui generis que mais lembra uma qualquer trama cinematográfica de terror.

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Com o sentido de analisar as capacidades de corte de diferentes dentes de tubarão, uma equipa de investigadores colou dentes de quatro espécies diferentes destes predadores a uma moto-serra, que testaram depois em pedaços de salmão cru.

Partiram do conhecimento de que os tubarões agarram a presa de boca aberta, depois de a caçarem, e abanam a cabeça para despedaçar o seu corpo.

Assim, criaram um mecanismo que permitiu reproduzir esse movimento em laboratório, graças ao contributo do metalúrgico Jeffrey Brash, e criaram quatro moto-serras para a experiência – uma com dentes do tubarão-albafar (Hexanchus griseus), outra com dentes do tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier), uma terceira com dentes do tubarão-galhudo (Carcharhinus plumbeus) e a quarta com dentes do tubarão-seda (C. falciformis).

No estudo publicado no jornal Royal Society Open Science, nota-se que os dentes mais afiados dos tubarões-tigre, dos tubarões-seda e dos tubarões-galhudo se desgastaram rapidamente, enquanto os dentes menos afiados dos tubarões-albafar revelaram menos desgaste com o tempo.

Katherine A. Corn et All

Exemplos das lâminas da moto-serra com dentes de tubarão.

Exemplos das lâminas da moto-serra com dentes de tubarão.

Os dentes dos tubarões-albafar “mostraram capacidades de corte mais pobres em comparação” com os outros três tipos de tubarões, “mas também não mostraram desgaste com o uso repetido”, sublinham os investigadores.

“Alguns dentes podem estar mais optimizados para cortar muito bem, mas desgastam-se depressa. E outros podem não cortar tão bem, mas não se desgastam tão depressa”, releva Stacy Farina, especialista em biologia evolutiva e de organismos na Universidade de Harvard, em declarações ao Live Science.

Farina refere desta forma, que pode haver uma espécie de compensação entre a capacidade de corte do dente e o desgaste.

A maioria dos tubarões substitui os dentes de forma bastante rápida e os investigadores acreditam que é possível que os que têm os dentes afiados, os mudem mais frequentemente. Mas esse é um assunto para posteriores investigações.

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SV, ZAP

1 Comment

  1. Se estão mais afiados são mais finos nas pontas logo têm de se desgastar mais rápido… Penso eu de que… Mas eles é que são os cientistas.

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