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Chaves elimina FC Porto e segue para os oitavos da Taça

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Pedro Sarmento Costa / Lusa

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O Desportivo de Chaves venceu e eliminou hoje o FC Porto da Taça de Portugal de futebol por 3-2, no desempate por grandes penalidades, após um nulo no final de 120 minutos.

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Após um 0-0 no final do encontro da quarta eliminatória da competição, Layún, Depoitre e André Silva viram o guarda-redes António Filipe parar os seus remates, enquanto apenas Braga e Felipe Lopes desperdiçaram para os transmontanos.

Num jogo com muitas críticas à arbitragem dos dois conjuntos, na primeira parte a equipa de Trás-os-Montes entrou com a estratégia bem definida e muito rápida no contragolpe, colocando muitas dificuldades ao FC Porto que só conseguiu rematar fora da grande área e de longa distância.

Já na segunda parte, os ‘dragões’ cresceram no jogo, estavam mais pressionantes e assumiram o controlo criando inúmeras ocasiões de perigo, mas não concretizaram.

No prolongamento, o domínio dos ‘azuis e brancos’ continuou perante uma equipa do Desportivo de Chaves que ia resistindo, mas que não tinha tanta capacidade nas saídas.

Nos primeiros 45 minutos, o primeiro sinal de ataque veio do emblema ‘azul-grená’, logo aos dez minutos, com uma jogada individual de Paulinho a ultrapassar a dobra de Marcano e a cruzar para Perdigão e William que, antecipando-se a José Sá, vê a bola a passar a centímetros do poste.

Ocupando sempre muito bem os espaços, o Desportivo de Chaves conseguia deter os ‘dragões’ que tinham enormes dificuldades em ter espaço e entrar na grande área, mas mesmo assim Varela tentou o remate de meia distância para encaixe do guardião.

Os comandados de Jorge Simão fechavam bem as alas, sabendo que o adversário é forte nesse setor, juntavam as linhas, ainda assim aos 22 minutos Diogo Jota, antecipando-se a António Filipe, toca para Otávio que atira a bola ao lado.

À passagem da meia hora, o FC Porto encostou o Desportivo de Chaves ao meio-campo, tornou-se mais ameaçador, criou mais pressão e conseguiu ter mais posse de bola, mas sem conseguir criar ocasiões de golo.

Os ‘dragões’ cresceram na segunda metade, estavam mais perigosos e, aos 54 minutos, Otávio lança Varela que cruza para André Silva, que remata rasteiro para defesa de António Filipe.

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Imprimindo maior velocidade ao jogo, André André remata forte ao ferro da baliza de Trás-os-Montes, antes de Braga rematar à figura do guardião portista.

A equipa da casa estava mais subida no terreno, permitindo maior agressividade ao FC Porto com Varela, aos 72 minutos, a atirar por cima.

Logo depois, Depoitre cabeceia por cima e novamente Varela, de livre lateral, vê a bola a rasar o poste.

Nos minutos de compensação, Nélson Lenho evita que um remate com ‘selo de golo’ de Diogo Jota entre na baliza do Desportivo de Chaves.

No prolongamento, o FC Porto foi claramente superior, continuou a assumir as despesas, esteve sempre à procura do golo e criou inúmeras oportunidades que não concretizaram, perante uns transmontanos já sem fulgor e à espera das grandes penalidades.

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1 Comment

  1. Chegados à decisão através de penaltis, da continuidade na Taça de Portugal, FCPorto e DChaves ficaram dependentes, em grande parte, do factor sorte e esta foi favorável aos flavienses todavia, durante o jogo, os jogadores do DChaves abusaram do anti-jogo, cometendo sucessivas faltas grosseiras sem que o árbitro agisse disciplinarmente em tempo útil, até um penalti descaradíssimo foi perdoado ao DChaves. Se o adversário do DChaves tivesse sido um dos grandes de Lisboa, os flavienses jamais acabariam o jogo com todos os elementos e teriam ganho a eliminatória, uma vergonha como tantas que só desprestigia os intervenientes pela negativa.

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