Arqueólogos revelam causas de morte comuns na Idade Média

Arqueólogos revelam causas de morte comuns na Idade Média, no Reino Unido. A equipa de investigadores analisou os restos mortais de 314 pessoas.

Uma equipa de arqueólogos analisou ossos de 314 pessoas que viveram entre os anos de 1100 e 1530, com pelo menos 12 anos de idade. As ossadas foram retiradas de cemitérios de uma paróquia, de um convento e de um hospital, em Cambridge, no Reino Unido.

“A vida medieval era difícil para todos”, disse Jenna Dittmar, autora principal do estudo da Universidade de Cambridge, publicado no dia 25 de janeiro na revista científica American Journal of Physical Anthropology.



Os investigadores descobriram uma alta percentagem de mortes após fraturas ósseas pelas mais variadas razões. Num dos casos, mencionado pelo jornal britânico The Guardian, um frade foi esmagado por uma carroça após ter sido atacado por bandidos.

Os autores descobriram que as fraturas ósseas eram mais comuns entre os enterrados no cemitério da paróquia, com 44% dos esqueletos analisados a apresentarem sinais de tais danos, em comparação com 32% dos enterrados no convento. Fraturas múltiplas também eram mais comuns entre os enterrados no cemitério paroquial.

“As pessoas que foram enterradas no cemitério paroquial de Todos os Santos teriam levado vidas realmente duras”, com trabalhos manuais, desde agricultura até à construção civil, explica a cientista.

Dittmar mostrou-se também surpreendida pelo facto de o hospital ter a menor taxa de mortos com ossos partidos, com apenas 27%.

“As pessoas presumiriam que um hospital é um lugar para onde iriam os indivíduos doentes, pobres ou enfermos, e seria de se esperar que tivessem mais fraturas – o que acabou por não ser o caso”, disse ainda Dittmar. Em contrapartida, o hospital estaria mais focado no cuidado pastoral.

Outra coisa que surpreendeu a autor do estudo foi não ter encontrado evidências de ferimentos causados por armas, apesar das inúmeras guerras travadas durante a Idade Média.

Ferimentos nos ossos eram mais comuns entre os homens (40%), mas não era propriamente alheio às mulheres (26%). Aliás, uma delas partiu o seu maxilar, que se curou, mas também teve outros ferimentos como costelas e um pé partido.

Daniel Costa, ZAP //

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