Cantina escolar serve frango cru a alunos

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Carlos Da Fonseca / Facebook

Frango cru servido em cantina escolar da Grande Lisboa.

A má qualidade das refeições escolares continua na ordem do dia e, desta feita, há imagens de pais que mostram um prato com frango cru, ainda a escorrer sangue, que foi alegadamente servido a crianças de uma escola do primeiro ciclo da Grande Lisboa.

As imagens publicadas nas redes sociais foram também divulgadas pela TVI e terão sido tiradas esta segunda-feira, 17 de Outubro, ironicamente o Dia Mundial da Alimentação.

O caso terá acontecido na EB23 Professor Noronha Feio, em Queijas, Oeiras, e a Confederação Nacional das Associações de Pais partilhou no seu perfil do Facebook uma imagem divulgada por um pai de um aluno do estabelecimento, que mostra o frango visivelmente cru, ainda a escorrer sangue.

“A professora verificou que o frango estava cru e disse aos alunos para não comerem o frango e comerem só o arroz. Acontece, como se vê nas fotos partilhadas, que o sangue do frango já estava espalhado e muitos miúdos nem o arroz comeram, como foi o caso do meu filho”, conta à TVI a mãe de um aluno daquela escola.

“Não sabia que fazia mal e comi. E os meus colegas também comeram”, refere, por seu turno, à mesma estação uma criança do estabelecimento.

A presidente da Associação de Pais da Noronha Feio, Isabel Amaral Nunes, alerta no mesmo canal que está em causa “uma situação de saúde pública”.

O frango nunca deve ser comido cru, porque pode estar infectado por bactérias e parasitas. Há inclusive recomendações de que não deve sequer ser lavado em cru, pois pode infectar a banca de cozinha e outros alimentos.

A questão da qualidade das refeições escolares tem estado na ordem do dia, com vários casos denunciados nas redes sociais, em diferentes pontos do país.

A Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (FERLAP) tem denunciado vários casos, nomeadamente um em que se vê um aluno a tentar espetar, sem conseguir, um pastel de bacalhau, numa escola de Sintra. Presume-se que estaria ainda congelado, havendo outros casos de rissóis servidos crus noutras escolas.

Em muitos estabelecimentos, pais e alunos queixam-se da falta de quantidade das refeições e terá sido esse o problema na Noronha Feio, aquando do prato de frango cru. “Houve uma falha a nível de quantidade e as pessoas que estavam no refeitório decidiram improvisar“, refere a presidente da Associação de Pais da escola à TVI.

Entretanto, uma mãe de um aluno da mesma escola partilhou na página da Associação de Pais e Encarregados de Educação do estabelecimento uma fotografia de uma refeição com peixe cru. “O peixe hoje estava uma desgraça…..partes quase cruas“, pode ler-se.

Em declarações à TVI, a direcção da escola culpa a empresa Uniself, que serve as refeições em muitas das cantinas do país, pelo sucedido. A Uniself ainda não se pronunciou sobre o caso.

O Ministério da Educação paga pouco mais de um euro por cada refeição escolar, o que, segundo alguns, justifica a pouca quantidade e a má qualidade das refeições escolares.

  SV, ZAP //

3 Comments

  1. E o suspeito apesar de cada vez mais haverem provas contra ele continua a afirmar que não foi ele e tudo ficará em águas de bacalhau, enquanto forem tratados com miminhos a coisa não vai, cada vez mais a justiça está do lado do bandido!.

  2. O que conheço deste assunto, é apenas o que é dito nesta notícia, pelo que, não quero que interpretem o meu comentário como estando a defender alguém.
    Pouco mais de um euro por cada refeição, nem paga os ingredientes para a comida (a não ser que sirvam massa com arroz…) , logo, com este preço não se pode esperar comida variada com qualidade e em quantidade.
    Assim, através disto a que se chama a escravatura moderna (que está a ser feita sobre as empresas que servem as refeições), coloca em risco a saúde das crianças que as pode marcar para o resto da vida (as empresas com esta margem tão baixa, vão ter que rentabilizar os empregados, pelo que eles não vão ter tempo de cozinhar correctamente os alimentos).
    Assim, parece-me que o caso deva ter de ser analisado a um nível mais elevado, impedir que situações de ganância económica possam colocar em risco a vida de pessoas.

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