Estudo revolucionário vacina cães contra o cancro. Humanos podem ser os próximos

Uma pesquisa revolucionária vai testar uma vacina contra o cancro em centenas de cães nos Estados Unidos. Se o ensaio clínico for bem sucedido, o estudo pode abrir portas para o desenvolvimento de uma vacina semelhante para seres humanos.

Apesar de a ideia parecer tentadora, a verdade é que a doença tem vindo a ensinar aos profissionais da área que o cancro é pessoal e cada caso, é um caso. Por mais que possam ter semelhanças, todos os tumores são diferentes e vão sofrendo mutações de forma a enganar o sistema imunitário, que também é diferente.

O cientista e diretor do Centro de Inovação Médica da Universidade do Estado de Arizona, nos Estados Unidos, Stephen Johnston afirmou que “se existir 10% de probabilidades de funcionar, então não há porque não tentar”. Desta forma, deu-se início ao teste clínico: testar vacinas contra o cancro em centenas de cães, por todo o país.

Os cientistas pretendem saber se depois da vacina há um atraso ou um avanço do cancro nos animais mais velhos. Caso seja bem-sucedida, esta solução pode ser a base para a criação de uma vacina semelhante para humanos, avança a SIC Notícias.

Doug Thamm, veterinário que também participou nesta investigação, explicou que o cancro “é das principais causas de morte em cães adultos”. “Eles desenvolvem os tumores de forma espontânea como resultado da idade avançada, de forma semelhante ao que acontece com os humanos.”

Além disso, a maioria dos tumores caninos são semelhantes aos dos humanos a nível molecular e isso tem muito a ver com o ambiente que partilhamos com os animais, uma vez que respiramos o mesmo ar, bebemos a mesma água e corremos em sítios com os mesmos químicos pesticidas, disse Thamm.

Como os cães vivem menos tempo do que os humanos, os cientistas têm a oportunidade de avaliar se a vacina funciona no período de três a cinco anos, em vez de 10 a 30.

Como parte do estudo – Estudo de Vacinação Contra o Cancro Canino – será feita uma triagem aos participantes voluntários e testes para perceber se têm algum problema de saúde prévio, uma vez que os cães que participarem têm de ser saudáveis.

Metade dos cães selecionados vai receber a vacina; a outra metade vai receber um placebo, e nem os donos, nem os veterinários vão saber que cães estão a receber o tratamento, para que os resultados não seja influenciados.

Numa primeira fase, os cães recebem quatro doses da vacina e, depois, recebem anualmente reforços durante cinco anos, desde que o estudo não seja suspenso. Após a administração da vacina nos animais, os investigadores vão analisar os cães no seu ambiente natural durante alguns anos.

À CNN, a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) afirmou que este estudo aparenta ser semelhante a outros já realizados, em que os participantes do teste são colocados à disposição de forma voluntária pelos donos e é-lhes permitido continuarem as suas vidas nas suas casas. Por esse motivo, não se opõe à investigação.

A associação de defesa dos direitos do animais apenas se opõe a estudos clínicos em que os animais são enclausurados, mantidos em condições artificiais e mortos.

ZAP //

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