Cães pisteiros podem ter encontrado o local onde Amelia Earhart morreu

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A lendária aviadora Amelia Earhart junto ao seu Lockheed Electra, 6 de junho 1937

Pouco depois da notícia de que há uma fotografia a provar que Amelia Earhart, afinal, não morreu na queda do avião em que dava a volta ao mundo, surge agora uma nova pista que contradiz esta teoria, depois de cães pisteiros terem farejado o possível local onde ela terá morrido.

O desaparecimento de Amelia Earhart, a 2 de Julho de 1937, continua a ser um mistério. A versão oficial é de que o seu avião se despenhou e de que ela morreu algures no Oceano Pacífico quando tentava tornar-se na primeira mulher a dar a volta ao mundo.

Mas uma investigação do Canal História, exibida este fim-de-semana, veio revelar a existência de uma fotografia que provará que a lendária aviadora norte-americana teria afinal sobrevivido à queda do seu avião e sido capturada pelos japoneses.

Contudo, uma nova pista contraria aquela história e aponta de novo para a possibilidade de Amelia Earhart ter morrido como náufraga, na ilha deserta de Nikumaroro, depois de cães pisteiros, treinados para investigações forenses, terem detectado possíveis vestígios humanos naquela ilha do Pacífico.

Numa expedição organizada pelo International Group for Historic Aircraft Recovery (TIGHAR), uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1985, para procurar os vestígios do corpo de Amelia Earhart e do seu avião, quatro cães assinalaram a presença de restos humanos debaixo da mesma árvore, conforme noticia a revista The National Geographic.

Os investigadores do TIGHAR consideram que esses potenciais vestígios humanos podem ser de Amelia Earhart e/ou do seu co-piloto, Fred Noonan, que também desapareceu no mesmo voo, em 1937.

A expedição não encontrou quaisquer ossos, mas foram recolhidas amostras do solo para análise com a esperança de se poder encontrar ADN humano, o que poderia ser mais uma prova de que Amelia Earhart terá morrido como náufraga na ilha, há cerca de 80 anos.

Para o TIGHAR, a hipótese que continua a ser plausível, na explicação do desaparecimento de Amelia Earhart, é que ela foi obrigada a aterrar de emergência em Nikumaroro, depois de o seu avião ter ficado sem combustível por ter sido afastado da rota por ventos fortes.

Autoridades britânicas chegaram a encontrar um esqueleto humano na ilha em 1940, mas concluíram que pertenceria a um homem europeu de baixa estatura.

Em 1998, investigadores do TIGHAR fizeram uma nova pesquisa antropológica, mais abrangente, e concluíram que o esqueleto poderia pertencer a uma mulher europeia mais alta do que a média, como era o caso de Amelia Earhart.

O grupo internacional de pesquisa realizou várias expedições à ilha, alegando ter recolhido provas da possível presença de um náufrago norte-americano no local, nomeadamente restos de várias fogueiras e objectos fabricados nos EUA como um canivete, maquilhagem de mulher, uma tira de um zip e frascos de vidro, conforme reporta a The National Geographic.

Mas até agora, não foi encontrada nenhuma prova evidente que desvende, de uma vez por todas, o mistério do desaparecimento de Amelia Earhart.

SV, ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Devem de ser uns cães muito bons…
    Os nossos cães pisteiros comparados com esses não valem mesmo nadinha… então um bebé anda 900 metros e não encontram vestígios.

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