BES terá ajudado altos quadros venezuelanos a esconder luvas. Salgado foi traído por dois subalternos

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José Sena Goulão / Lusa

O BES terá ajudado altos quadros venezuelanos a esconder luvas no Dubai. Ricardo Salgado foi, posteriormente, traído por dois subalternos.

O Ministério Público que, em 2011, depois da aproximação do Governo de José Sócrates ao então Presidente venezuelano Hugo Chávez, o BES tornou-se na instituição europeia de apoio à tesouraria internacional de empresas públicas venezuelanas, nomeadamente a petrolífera PDVSA.

A PDVSA precisava de recorrer a contratos internacionais para adquirir bens e serviços. Foi assim que o BES, escreve o Público, abriu portas a uma atividade rentável: a emissão das chamadas cartas de crédito.

O diretor da Sucursal Financeira Exterior (SFE) do BES, na Zona Franca da Madeira, João S., era o homem de confiança de Ricardo Salgado que geria as operações com os venezuelanos.

Em 2012, a PDVSA acumulou dívidas à Bariven, empresa que servia como central de compras do grupo venezuelano.

“Ricardo Salgado e João S. posicionaram-se junto de funcionários públicos venezuelanos para que o BES assegurasse à Bariven a liquidez necessária ao pagamento aos seus fornecedores com o uso da conta do SFE da Madeira, permitindo, outrossim, que esses fornecedores liquidassem as contrapartidas acordadas com os funcionários públicos venezuelanos que os haviam beneficiado em negócio”, escreve o Ministério Público na acusação.

Segundo o Público, o Ministério Público argumenta que o BES assegurava liquidez ao grupo PDVSA para este pagar aos seus fornecedores, que tinham obtido os negócios através da promessa de contrapartidas à petrolífera venezuelano, permitindo que estes pagassem as luvas acordadas.

Além disso, o banco português permitia que fossem criadas entidades com contas no BES do Dubai, para esconderem as luvas recebidas.

Mais tarde, em 2013, João S. e subalterno Paulo N. decidiram abordar diretamente os fornecedores da PDVSA, sem o conhecimento de Ricardo Salgado.

Os dois homens de confiança do líder do BES propunham-se a desbloquear com celeridade as verbas para pagar aos fornecedores a troco de uma comissão de 10% sobre o valor da venda cobrada à petrolífera.

  ZAP //

2 Comments

  1. Que ilegalidade fez o BES? ainda não consegui entender…. Fez o mesmo que todos os outros bancos que operam no mercado global? O mesmo que o JP Morgan? O mesmo que o DB?
    Esta falsa moralidade de estes defensores da virgindade….
    Nesta episodio os únicos verdadeiros gatunos são esses João S. e Paulo N. que quiseram roubar apenas para eles!
    Cadeia para esses gatunos!

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