Bernie Madoff, autor de uma das maiores fraudes da história, morreu na prisão aos 82 anos

Peter Foley / EPA

Bernie Madoff

Bernard Madoff, um dos homens mais célebres da crise financeira de 2008, morreu na prisão federal de Butner, na Carolina do Norte, noticia a agência Associated Press, citando fonte do próprio estabelecimento prisional.

Em dezembro de 2008, Madoff foi detido pelo FBI sob acusações de fraude. O investidor de Wall Street foi denunciado pelos seus dois filhos, que morreram anos depois – Mark Madoff, em 2010, vítima de suicídio, e Andrew Madoff, que morreu em 2014 devido a um cancro.

Mais tarde, confessou em tribunal que geriu durante anos um “gigantesco” esquema de Ponzi. Este esquema é uma forma de fraude financeira que atrai investidores e paga os lucros aos investidores anteriores com fundos de investidores mais recentes.

No último ano, os advogados do antigo financeiro deram entrada a um processo com o intuito de que o seu cliente fosse libertado por causa da pandemia da covid-19, defendendo que ele sofria de uma doença renal em estado terminal e de outras condições clínicas.

No entanto, o pedido foi recusado, escreve o Observador.

Depois de ter sido detido, o homem admitiu ter enganado centenas de clientes em investimentos fraudulentos, com os quais terá lucrado milhares de milhões de dólares ao longo de décadas.

O tribunal acabou por nomear um mandatário fiduciário que recuperou mais de 13 mil milhões de dólares (cerca de 11 mil milhões de euros) dos cerca de 17,5 mil milhões de dólares (perto de 14,5 mil milhões de dólares) que se acredita terem sido investidos nos negócios fraudulentos.

À altura da detenção, falsos recibos de contas bancárias garantiam aos clientes que tinham mais de 60 mil milhões de dólares (mais de 50 mil milhões de euros) no banco.

Durante várias décadas, Madoff gozou do estatuto de super estrela do mundo financeiro, criando o mito de que possuía “o toque de Midas” e que a sua carteira de investimentos era impermeável em relação a flutuações no mercado.

Bernie Madoff deu o seu último suspiro no Centro Médico Federal de Butner. A morte deveu-se a causas naturais.

Ana Isabel Moura, ZAP //

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. A justiça dos EUA não brinca em serviço.
    Em 6 meses despachou o processo, meteu na cadeia o Madoff e aplicou-lhe uma pena de 150 anos.
    E, segundo li, a sentença tinha apenas 8 páginas.
    Já a nossa justiça gasta o o tempo em elucubrações que não ineressam para nada.
    Depois a justiça é lenta!
    Claro, que para escrever milhares de páginas, que pouco interessam para a o cerne da sentença, é preciso tempo.
    A nossa justiça ( e falo de todos, ou seja, Juizes, M. Público e Advogados) deviam pôr os olhos no que se faz nos outros países.
    Mas, não!
    Por cá, a narrativa e sempre a mesma: dar tempo ao tempo.
    E assim (não) se faz justiça porque os processos depois prescrevem ou já são decididos fora de tempo gozando os criminosos dessa lassidão.
    Se calhar até convém!!!

  2. Este morreu e, se assim não fosse, ficaria preso, até ao fim da vida, sem tempo para gastar o indevidamente acumulado. Os nossos madofes continuam vivinhos da costa, com a justiça “a não funcionar” a seu favor, passeando-se, pavoneando-se, gastando o que roubaram, impunemente! Mas o que é isto, sr. Presidente de todos os Portugueses?

  3. Este tribunal nomeou um mandatário judiciário que recuperou mais de 11 mil milhões dos 17 mil milhões investidos em negócios fraudulentos! Os nossos tribunais nomearam um juiz para desculpar tudo: arrestos, coacções, luvas e muito mais!!! Ah! e ainda desculpou a tributação dos capitais obtidos ilicitamente! Bravo!

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