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Bancos aumentam comissões para compensar travão no MB Way. Revolut acaba com levantamentos gratuitos

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O ano de 2021 arrancou com uma redução das comissões cobradas nas transferências por MB Way, que foram travadas pelo Parlamento a partir de janeiro. Contudo, esta limitação foi imediatamente compensada pela criação ou agravamento de outros custos bancários.

A redução de custos nas transferências através do MB Way resultou de uma iniciativa legislativa do Parlamento. Estas transferências passaram a estar isentas de custos até determinados limites, como pagamentos ou transferências até 30 euros por operação, até 150 euros durante o período de um mês, ou 25 transferências realizadas no período de um mês.

Porém, este travão foi compensado com o agravamento de outros custos bancários. De acordo com o jornal Público, os custos das transferências online normais subiram em dois dos cinco maiores bancos.

A partir de maio, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai passar a cobrar 95 cêntimos, no que antes custava 80 cêntimos. No Millennium BCP, a taxa passa de um euro para 1,10 euro a partir de 17 de maio.

Nos restantes três bancos, segundo um levantamento dos preçários realizado pelo ComparaJá.pt, fora das contas pacote, o custo é de um euro no BPI, de 1,10 euros no Novo Banco, e 1,25 euros no Santander.

Por outro lado, os bancos estão a penalizar quem recorre a serviços prestados aos balcões ou por telefone, de forma a pressionar os clientes a migrar para os serviços online.

Em cinco dos bancos referidos, a transferência realizada ao balcão, independentemente do montante em causa, disparou para seis euros. No caso do Novo Banco, chega mesmo a 7,50 euros quando o montante superar os cinco mil euros.

Por telefone, com operador, o custo é seis euros na CGD e no Millennium BCP e 5,50 euros nos restantes três.

As transferências entre contas do mesmo banco são gratuitas na generalidade dos bancos, mas apenas quando são feitas através da Internet.

Quando passam pelos serviços ao balcão ou por telefone, passam a ter custos em quatro dos cinco bancos em análise. O BPI cobra 1,15 euros ao balcão e 1,05 euros por telefone, o Millennium BCP 1,70 euros, a CGD 1,84 euros e o Novo Banco 1,90 euros. O Santander é o único que não cobra qualquer valor.

Já os custos de levantamento de numerário vão dos 4,50 euros no BCP e BPI, até aos 12 euros no Novo Banco. Na CGD, a comissão atual de três euros com caderneta e 4,95 euros sem caderneta ou cheque, vai passar em maio para uma comissão única de 4,95 euros. No Santander, o custo é de seis euros.

Revolut trava levantamentos gratuitos no Multibanco

Segundo o mesmo jornal, a Revolut foi notícia recentemente pela alteração e subida de comissões, incluindo nos levantamentos de dinheiro realizados nas caixas automáticas.

Segundo a lei portuguesa, são proibidos custos nos levantamentos de dinheiro nas caixas automáticas, através de cartões de débito emitidos pelas instituições bancárias a operar em Portugal.

Contudo, segundo a empresa, os levantamentos com cartões da fintech de origem inglesa, criada em 2015, podem ter custos porque os seus cartões têm características distintas, uma vez que se tratam de “cartões pré-pagos de débito e não de crédito”.

A comissão de 2% já era aplicada quando o montante levantado ultrapassa o plafond mensal de cada plano – 200 euros no plano standard, 600 euros no plano premium e 800 euros no plano metal -, independentemente do país.

A partir do próximo dia 9 de abril, mantêm-se os 2%, mas há um custo mínimo de um euro e é introduzido um limite de cinco levantamentos mensais, a partir dos quais, mesmo que o plafond não seja ultrapassado, passa a aplicar-se a referida comissão.

Aos clientes com subscrições mensais não é aplicado o limite de levantamentos, mas sim o de um euro.

As alterações, que se aplicam a todos os clientes de todo o mundo, também abrangem as transferências, onde passou a existir um tarifário único.

  Maria Campos, ZAP //

18 Comments

  1. Notícias sobre a máfia do mundo. Mas refiro-me a Máfia institucional… Aquela que tem geralmente o respaldo da lei. É que há dois tipos de crime organizado: o legalizado e o ilegal. Este é o legalizado.

    Repare-se na manobra de diversão do Governo a atirar areia para os olhos dos eleitores, a fingir que travam as irrelevantes taxas MBWay enquanto assobiam para o lado perante os escandalosos aumentos de todo o tipo de taxas e taxinhas. Se isto não é gozar com a cidadania e com o eleitorado, não sei o que é… Já se sabe que os DDT, os bancos, os seguros, as EDPs, as PTs e outros monopólios do mundo privado, controlam o governo como um polvo marionetista. Mas isto já é desfaçatez e avontadinha a mais. Não valemos mesmo nada fora de época de eleições.

    • Pois, o outro tipo o tipo de roubo legalizado e institutional é o que o governo inflige ao seu povo.
      A geringonça fez uma coisa parecida quando o preço dos combustíveis baixou: criou um adicional ao imposto para manter a receita, dizendo que depois baixaria o imposto quando o preço dos combustíveis aumentasse. infelizmente, esqueceu-se da promessa…
      Depois, há ainda todo o tipo de taxas e taxinhas, e ainda existe uma polícia que de segurança pública pouco tem (e cada vez menos) focando-se cada vez mais em assaltar legalmente os cidadãos.
      Se isto não é gozar com os portugueses, então não sei o que é.
      Esta geringonça é tipo o Robin dos Bosques ao contrário: rouba a todos, aos que são pobres, para distribuir a uma minoria: aos tachos e aos boys, aos ricos e aos do sistema.
      O povo não vale mesmo nada neste país em processo acelerado de Venuelização…

      • Se fosse só “a geringonça” estavamos todos bem porque nos governos à direita nada disto acontecia, não é? Como se “o paraíso”, durante o tempo de ppc e cia, tivesse sido uma realidade.

        • Não, de facto não era o paraíso e até estava muito longe de o ser, mas a geringonça elevou a fasquia a outro nível e o Costa já mostrou que não pode haver tirano maior.

      • Povo como tu vale pouco em qualquer lado e por isso confundes a geringonça (que já nem sequer existe) com a banca!…

      • Mas ainda se tá a esquecer do IMPOSTO DE SELO, que é uma espécie de papel selado dos antigos. Neste IS., paga-se o mesmo em tudo.

    • Acha mesmo que as taxas do MBWay eram irrelevantes? O MBWay é suposto ser um sistema expedito, recorrente e para pequenas quantias. Pagar 1€ por uma transação de 5 ou 10 é irrelevante? Só para quem achar o próprio MBWay irrelevante.

  2. Pelo que leio eles queriam um mundo digital mas as pessoas vão começar é ter o dinheiro em casa e só depositar no banco o que precisarem para pagar os débitos diretos. Cada vez vão ser mais as pessoas querer receber e pagar em dinheiro para não ter as suas notas a circular nas Máfias dos bancos e Instituições Financeiras. Qualquer dia muda tudo para o Paypal ou passam a usar bitcoins.

  3. Isto está a chegar a um ponto insuportável, os bancos sacam-nos de toda a maneira, BdeP e governo nada fazem, pelo contrário, colaboram no saque! Terá que se arranjar uma alternativa justa e credível para acabar com esta ditadura dos bancos para que o nosso dinheiro não passe obrigatoriamente por lá.

    • Há (e sempre houve) alternativas mais em conta nos bancos!!
      Eu, em quase 30 anos de contas, NUNCA paguei comissões ou anuidades bancárias (nem comissões no MBWay).
      Sou cliente do ActivoBank há uns 14 anos e mudei para lá quando o BCP me comunicou que iriam começar a cobrar.
      A banca é privada (pelo menos quando dá lucro; quando dá prejuizo por má gestão, etc, paga o “povo”) e, pode cobrar (quase) o que lhe apetece… e, no resto da Europa ainda é pior!!

      • Esta informação poderá ser útil para muitos consumidores, desconheço se na minha região esse Banco existe ou se será apenas online. Quanto à banca ser privada, poderíamos e deveríamos quanto a mim, ter um Banco público que não partilhasse do mesmo saque, mas temo-lo e infelizmente é tão ladrão como os outros, portanto estamos tramados de toda a maneira!

        • O ActivoBank começou apenas online (quando abri a conta só tinha um espaço físico em Lisboa) mas já tem mais de 15 espaços físicos.
          É essencialmente um banco online/digital, mas também se pode tratar de qualquer problema/duvida/papelada nas agências do BCP.
          Os espaços físicos do AB funcionam de Segunda a Sábado até às 20h (há uns 6-7 anos, fui a um desses Ponto Activo pedir um cartão MB (feito na hora e grátis!) num Sábado perto das 20h, quando estava a passar pelo Porto (e me lembrei que tinha o cartão multibanco partido))!
          Também há o BancoCTT que é do mesmo género e tem espaços físicos em todos os concelhos do país (ou quase) nos estações dos CTT, embora não seja tão eficiente como o ActivoBank – que é sem dúvida um dos melhores bancos do mundo do seu género!
          Existem também as contas de “serviços mínimos” para quem não necessitar de muitos serviços…
          .
          A CGD é um banco comercial igual à outra banca privada e, de público, só tem o/proprietário (Estado) – a gestão e posicionamento no mercado é exatamente igual ao BCP, BPI, NB, etc…

            • De nada.
              Quem tiver algum à vontade com tecnologias e não quiser pagar comissões de manutenção, transferências, MBWay, etc, nem anuidades dos cartões, recomendo vivamente o AB.
              Até o apoio ao cliente está a milhas de qualquer outro banco.

  4. É impressionante como é que fazendo uso do homebanking os custos têm os valores que têm!
    Deixa de ser um funcionário e passa a ser um automatismo do sistema e portanto não se compreende tais custos no home banking!

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