“Bactérias astronautas” trouxeram a vida à Terra em meteoritos

a25m23 / Flickr

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A vida foi trazida à Terra por meteoritos, afirmam cientistas russos. Provas disso foram obtidas após o regresso de órbita do satélite Foton-M4.

As bactérias que foram enviadas para o espaço no Foton-M4 sobreviveram e voltaram para casa sãs e salvas. Esta é a primeira experiência deste tipo bem sucedida no mundo.

Não é a primeira vez que micro-organismos se tornam “astronautas”. No entanto, as tentativas anteriores falharam: os micro-organismos não regressavam vivos.

As moléculas orgânicas não são capazes de sobreviver na superfície de um corpo celeste nas condições de radiação e enormes temperaturas da reentrada na atmosfera.

Os fragmentos encontrados do meteorito de Chelyabinsk que caiu em fevereiro de 2013 nos Urais estavam completamente fundidos – sem qualquer hipótese de vida.

Mas e se as bactérias forem colocadas dentro de um mineral?

Esta ideia foi concretizada pela equipa do Foton-M4. O bio-satélite circulou durante dois meses, na mesma órbita da Estação Espacial Internacional, com cápsulas basálticas instaladas no seu casco.

Essas cápsulas são uma imitação de meteoritos, dentro dos quais foram selados microrganismos, contou à RVR um investigador do Instituto de Microbiologia, Alexander Slobodkin.

Silver Spoon Sokpop / Wikimedia

Um cometa transporta uma forma de vida bacteriana através do espaço: Panspermia, a teoria de que a vida existe no Universo distribuída em meteoritos, cometas e asteróides.

Um cometa transporta uma forma de vida bacteriana através do espaço: Panspermia, a teoria de que a vida existe no Universo distribuída em meteoritos, cometas e asteróides.

“Fizemos amostras de basalto e colocámos-lhe as nossas bactérias. Observámos como iriam sobreviver e se tal protecção, sendo pequena (a espessura das cápsulas era de 1 centímetro), seria suficiente para que os organismos sobrevivessem quando estes meteoritos artificiais entrassem na atmosfera da Terra”, explica Slobodkin.

“O basalto derrete, mas no seu interior a temperatura não atinge valores tão elevados e nem tudo fica queimado. A maior parte indendeia-se, mas algumas bactérias sobrevivem”, conta o cientista.

Os “bolsos” onde foram instalados os “passageiros” do “meteorito” ficaram danificados, mas 3 continham organismos vivos, de uma espécie apenas: bactérias termófilas.

“O microrganismo que sobreviveu é formador de esporos. E sobreviveram, provavelmente, não células vegetativas, mas esporos – são muito termo-resistentes”, relata Slobodkin, “estes são os esporos mais termo-resistentes que se conhecem”.

Segundo o cientista, a hipótese da origem extraterrestre da vida existe há muito tempo. Mas até agora não havia resposta à pergunta sobre em que condições reais ela poderia ter sido trazida à Terra.

É evidente que não foi na superfície de um corpo celeste. Mas onde? A que profundidade desse corpo?

Verificou-se que apenas um centímetro é suficiente para proteger os microrganismos.

Os investigadores abstêm-se de fazer declarações sensacionais, como “a vida é um vírus vindo do espaço”. O resultado obtido não é considerado prova definitiva da origem extraterrestre da nossa civilização.

“Este é o primeiro resultado positivo”, acreditam os cientistas, “uma aproximação às condições reais do processo”.

ZAP / RVR

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