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Arqueólogos descobrem (acidentalmente) 250 sepulturas escavadas numa rocha

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Egyptian Ministry of Antiquities

Foi sem contar que uma equipa de pesquisa arqueológica descobriu cerca de 250 sepulturas numa colina no cemitério Al-Hamidiyah, a leste de Sohag, no deserto oriental do Egito, referiu o ministério de antiguidades do Egito.

De acordo com os arqueólogos, as sepulturas foram construídas em épocas diferentes da história do Egito.

As primeiras foram construídas há cerca de 4.200 anos, numa época em que o “Reino Antigo” do Egito – como os egípcios modernos o chamam – estava em colapso.

Nessa altura, os faraós do Egito estavam a perder o controlo do país, à medida que vários governadores locais assumiam o poder. Não se sabe ao certo por que razão as sepulturas foram escavadas na colina, mas esta não era uma prática incomum no antigo Egito.

Por outro lado, os túmulos que datam do final do Antigo Império tendiam a ter uma arquitetura mais elaborada que incluía um corredor de entrada que conduzia a uma galeria com uma sala funerária localizada na parte sudeste da estrutura.

Aqui, os arqueólogos também encontraram pedaços de calcário com inscrições hieroglíficas em algumas dessas tumbas. Descobriram ainda o que podem ser os restos de placas que foram colocadas como ofertas funerárias aos proprietários de túmulos, referiu o ministério no comunicado.

Numa das tumbas que datava do fim do Antigo Império, os arqueólogos encontraram ainda pinturas que retratam o dono da mesma, referiu Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, em comunicado.

A última das tumbas encontradas no cemitério data de há quase 2.100 anos, o fim do que os estudiosos modernos chamam de “Período Ptolomaico”.

Nessa época, os faraós descendentes de Ptolomeu I – um dos generais de Alexandre, o Grande – governavam o Egito. Há cerca de 2.100 anos, o poder de Roma na região estava a crescer, e em 30 a.C., depois da morte de Cleópatra VII, o Egito tornou-se uma província romana.

A equipa descobriu ainda vários artefactos dentro das sepulturas, incluindo xícaras, potes e pratos.

Segundo o Live Science, as sepulturas também continham vasos esféricos pintados que poderiam ser usados ​​para armazenar líquidos.

O local continua a ser escavado e podem ser encontradas mais sepulturas, rematou Waziri.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

2 Comments

  1. “O poder romano na região estava a crescer há cerca de 2.100 anos e,…”. Não pode ser. Revejam bem esta frase. há uma gaffe com aqueles 2100 anos.

    • Caro leitor,
      Obrigado pelo seu reparo.
      Efetivamente, a redação inicial parecia reportar-se a “há 2.100 anos” a contar da altura.
      Colocámos a expressão no início da frase, para clarificar o seu significado.

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