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Afinal, as “aranhas assassinas” da Austrália não estão extintas

The Queensland Museum

Aranha assassina da Ilha Kangaroo, na Austrália

Os investigadores julgavam que a “aranha assassina” da Ilha Kangaroo estava extinta devido aos incêndios, mas foram agora descobertos dois espécimes.

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A “aranha assassina” australiana (Zephyrarchaea austini) é uma espécie de aranha endémica do noroeste da Ilha Kangaroo, tendo sido descoberta em 2010. Os investigadores pensavam que ela estava extinta após os incêndios florestais de 2019 e 2020, que mataram ou feriram mais de mil milhões de mamíferos, pássaros e répteis em todo o país.

Investigadores encontraram agora dois espécimes, um macho e uma fêmea. O teste de ADN confirmou que, de facto, se tratam de “aranhas assassinas” da Ilha Kangaroo. A equipa de investigadores está a manter a localização precisa do avistamento em segredo, por enquanto, de acordo com o The Guardian.

“Termos encontrado uma depois de todo este tempo foi realmente um momento que vai ficar comigo. Foi muito poderoso”, disse Jessica Marsh. A especialista explica que esta esta espécie é muito vulnerável até mesmo a incêndios de baixa gravidade, uma vez que vive em serapilheira em vegetação baixa.

O aspeto desta aranha faz jus ao seu nome, graças à mandíbula gigante e presas perfurantes. Estas aranhas, que datam do período Jurássico, desempenham um papel importante em ajudar a regular o ecossistema, controlando pragas e bombeando nutrientes de volta para o solo, escreve o The Washington Post.

Descritos pela National Geographic como “pequenos lobosda floresta, estes aracnídeos são conhecidos por prender outras aranhas nas suas mandíbulas e pendurá-las no ar até que morram.

Ainda que dois espécimes tenham sido descobertos, os esforços de conservação avizinham-se difíceis. Isto porque as aranhas escondem-se numa vegetação densa que demora muito para voltar a crescer depois dos incêndios florestais que assolaram o país.

“É muito provável que a aranha assassina da Ilha Kangaroo não seja a única que foi severamente afetada”, sublinhou Marsh.

  Daniel Costa, ZAP //

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