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O alívio das restrições da pandemia deu aso às “viagens por vingança”

Há cada vez mais turistas sedentos de recuperar o tempo perdido durante os últimos dois anos e prontos a embarcar em “viagens por vingança”.

Com a reabertura das fronteiras, o turismo está lentamente a voltar ao normal e há cada vez pessoas a fazer as malas para irem de viagem. Depois de dois anos practicamente fechados em casa, muitos turistas querem agora recuperar o tempo perdido e iniciaram a tendência das “viagens por vingança”.

O alvo da vingança não é o país de destino, mas antes a pandemia em si. “É outra forma de dizer “Hey, a vida é curta. Quero marcar essa viagem. Quero passar mais tempo com a família. Quero ligar-me mais à humanidade e à natureza. Quero explorar o mundo e procurar experiências que me fazem sentir vivo”, explica Erika Richter, vice-presidente da Sociedade de Americana de Consultores de Viagens, à CNN.

O termo dá uma conotação negativa às viagens, mas isso ajuda as pessoas a sentirem-se mais ligadas à tendência. “O que está a tentar capturar, acho, é o desejo das pessoas viajarem outra vez, para novos sítios e conhecerem pessoas novas, depois de um período que pareceu estático e aborrecido“, afirma Rory Boland, editor da revista Which?.

Com o aumento da cobertura vacinal e a reabertura aos poucos do mundo, nota-se um maior entusiasmo das pessoas sobre o regresso das viagens — e isso fica claro nos números.

A agência de viagens Expedia regista os dados das pesquisas online sobre viagens e turismo. Em 2021, o maior aumento no tráfego foi de 10% e deu-se em Maio, uma semana depois da União Europeia ter votado para estender o seu contrato com a Pfizer e ter aprovado a administração das vacinas nos adolescentes.

O inquérito da Expedia revelou que 60% dos consumidores têm planos para viajar domesticamente e que 27% querem sair do seu país de origem em 2022. Para além disto, os turistas estão dispostos a gastar mais nas viagens do que no passado, depois de dois anos presos em casa que lhes deram a oportunidade de poupar mais.

Para além disto, há cada vez mais empresas que deixaram os funcionários adoptar o regime de teletrabalho permanentemente. Mas o teletrabalho não significa que se tenha de trabalhar em casa e pode também abrir a porta a regimes híbridos de férias e trabalho, com os funcionários a cumprir as tarefas a partir de hotéis nos destinos que visitam.

Há já alguns destinos que abertamente tentam cativar os trabalhadores neste regime de “workation“, como as ilhas de Barbados e Anguilla, nas Caraíbas, que oferecem vistos especiais para trabalhadores remotos e “nómadas digitais”.

  ZAP //

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