Alterações climáticas já são evidentes nos EUA, diz a Casa Branca

Zanini H. / Flickr

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Os efeitos físicos e económicos das alterações climáticas são já evidentes nos EUA, garantiu hoje a Casa Branca, apelando a uma “ação urgente” face ao fenómeno, apoiada num volumoso relatório.

O aquecimento global “não é uma ameaça afastada”, mas uma realidade perfeitamente de atualidade, declarou John Holdren, o conselheiro científico do Presidente Barack Obama,  durante uma conferência telefónica.

Acessos à água ameaçados e incêndios florestais cada vez mais cedo no sudoeste, precipitações cada vez mais brutais no nordeste, costa do Estado da Florida atacada pela subida da água: este ponto da situação constitui “a sirene de alarme mais forte e mais nítido” alguma vez emitido sobre as consequências deste fenómeno nos EUA, acrescentou Holdren.

O assessor presidencial promoveu o relatório, fruto de quatro anos de trabalho de centenas de climatologistas e outros cientistas. Este espesso documento pretende ser um instrumento pedagógico para ajudar os norte-americanos a tomarem consciência do fenómeno e a reagir, segundo a Presidência.

Obama, que tinha suscitado fortes expetativas neste tema antes de se confrontar com a intransigência do Congresso, deve falar hoje sobre o assunto, durante uma série de entrevistas televisivas com apresentadores de meteorologia.

Um resumo do documento, com uma centena de páginas, antecipa as críticas dos céticos das alterações climáticas, enunciando múltiplos exemplos argumentados e ilustrados da realidade do fenómeno e da sua origem humana.

Este ponto de situação científico reúne dados já publicados, em particular sobre a concentração crescente dos gases com efeito de estufa na atmosfera, o caráter cada vez mais violento dos fenómenos meteorológicos e a subida do nível das águas oceânicas.

Equipamentos vitais para a economia estão igualmente sob ameaça, com a subida das águas ou o aumento já constatado do número de ciclones tropicais nas zonas costeiras.

O documento particulariza a estrada número 1, no Estado da Luisiana, no sul, que é estratégica para a produção petrolífera. Esta estrada “está em vias de se afundar, com a subida do nível da água”. Se esta via fechar durante três meses, a economia norte-americana vai perder 7,8 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros).

/Lusa

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