Airbnb vai deixar de oferecer alojamento nos territórios palestinianos ocupados

Abed Al Hashlamoun / EPA

A Airbnb, a página de aluguer de quartos e casas, principalmente para turistas, vai deixar de listar opções de alojamento nos territórios palestinianos ocupados por Israel.

São mais de 200 ofertas que deixarão de estar disponíveis, disse o Airbnb esta segunda-feira, num comunicado publicado na página oficial.

Há vários anos que a empresa, líder no setor, é acusada de tomar partido no conflito israelo-palestiniano já que cidades como Afrat, Ma’ale ou Tekoa aparecem listadas como pertencendo a Israel quando, de facto, segundo a chamada “linha verde” traçada depois dos acordos para o armistício de 1949, estão dentro de fronteiras palestinianas.

Os colonatos israelitas, que, sob a batuta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, têm crescido consideravelmente desde 2009, são considerados pela comunidade internacional como uma usurpação de terra palestiniana e são um dos mais sérios entraves às conservações de paz.

“Muitos membros da nossa comunidade mundial são da opinião que não é correto retirar lucros de atividades realizadas em terras de onde um povo tenha sido expulso e concluímos que também o Airbnb deve retirar as opções de alojamento nos territórios ocupados, cerne da disputa entre Israel e a Palestina”, lê-se no comunicado.

Esta decisão chega poucas horas antes da publicação de um relatório de organização de defesa dos Direitos Humanos Human Rights Watch sobre as implicações negativas do negócio do Airbnb nos territórios ocupados e visa funcionar como uma espécie de mecanismo de deflação do mesmo.

Ainda assim, a empresa pode esperar fogo em várias frentes: primeiro dos críticos ao seu modelo de negócio e depois de muitos dos parceiros comerciais que não estão de acordo nem com sanções nem com boicotes económicos a Israel.

Para o ministro do Turismo israelita Yariv Levin, a decisão é “discriminatória” e o seu ministério deverá começar a estudar formas de “limitar a atividade do Airbnb em todo o país”, de acordo com informações do The Guardian.

“Durante dois anos, a Human Rights Watch esteve em conversações com o Airbnb sobre o aluguer de apartamentos na Margem Ocidental na medida em que a lei humanitária internacional o proíbe e que as pessoas com identificação palestiniana nem sequer lá podem entrar”, disse Arvind Ganesan, que analisa o impacto da atividade económica nos Direitos Humanos.

Israel conquistou a Margem Ocidental à Jordânia em 1967, na Guerra dos Seis Dias, em resposta a uma tentativa de invasão por parte de uma coligação árabe. Hoje, mais de meio milhão de cidadãos israelitas vivem em bairros construídos para lá das fronteiras reconhecidas pela comunidade internacional.

ZAP //

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