Uma “água” que nunca congela (mesmo que estejam 100 graus negativos)

Tim Bell / Pixabay

Especialistas de diversos países descobriram que uma propriedade central dos átomos nunca “congela”. Fica sempre em estado “líquido”.

Segue-se uma explicação que pode ser confusa para muitos leitores mas vamos tentar enunciar da melhor forma, com ajuda do portal Tech Explorist.

Em causa está um estado quântico descoberto (ou “induzido”) por uma equipa de cientistas internacionais.

O estudo foi publicado pelo laboratório Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf, na Alemanha.

A conclusão principal é: os especialistas descobriram que uma propriedade central dos átomos — o seu “alinhamento” — nunca “congela”. Fica sempre em estado “líquido”.

Conseguiram arrefecer um material especial a uma temperatura próxima do zero absoluto.

Entre os materiais quânticos, os electrões interagem com uma intensidade invulgar, quer entre si, quer com os átomos da rede cristalina. E é essa interacção que produz potentes efeitos quânticos, nos níveis microscópico e macroscópico.

Os materiais quânticos ficam com características extraordinárias, devido a esses fenómenos. Um exemplo é a capacidade de transportar electricidade sem perdas, mesmo sob temperaturas muito baixas – quando é normal uma mínima variação de temperatura alterar significativamente o comportamento de um material.

Neste estudo, os cientistas tentaram descobrir um estado quântico em que o alinhamento atómico associado aos spins não se ordenava, mesmo em temperaturas realmente frias – semelhante a um líquido que não se solidifica, mesmo sob um frio extremo.

Criaram uma mistura única – praseodímio, zircônio e oxigênio – e aplicaram o essa mistura nos spins dos electrões, acreditando que estes iriam interagir exclusivamente com os seus orbitais ao redor dos átomos. Os cristais tinham de ser extremamente puros e de ter alta qualidade.

Após algumas tentativas falhadas, conseguiram arrefecer uma amostra até 0,2 graus positivos, numa espécie de super-garrafa-térmica. Mediram o comprimento dessa amostra, para analisar a sua alteração.

Noutra experiência, verificaram como o cristal reagiu às ondas de ultra-som enviadas directamente através do mesmo.

E viram que…nada aconteceu. Nem o comprimento se alterou, nem a resposta às ondas de ultra-som alteraram a amostra.

Os átomos permaneceram no seu estado quântico líquido – a primeira vez que esse estado quântico foi observado por cientistas.

  ZAP //

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