“Agricultura não pára”. Há trabalho no campo para os trabalhadores em lay-off

Nahuel Berger / World Bank

Com a época das colheitas à porta e a falta de braços no campo, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) vai propor ao Governo a criação de plataformas de emprego temporário para permitir aos trabalhadores em lay-off inscreverem-se para fazerem trabalhos agrícolas.

A ideia é divulgada pelo líder da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, em declarações ao Público, salientando que a Confederação vai apresentar ao Governo uma proposta no sentido de aproveitar os trabalhadores que se encontrem em situação de lay-off para o trabalho que é preciso fazer na agricultura.

“Não vamos montar um esquema destes sem a concordância do Governo, porque estamos a falar de uma situação de saúde pública, mas temos uma mensagem que é: a agricultura não pára”, explica Oliveira e Sousa ao Público.

A ideia da CAP é criar bolsas de emprego online como já existem em países como Alemanha e França, com o intuito de captar trabalhadores dos sectores da indústria e do comércio que sejam colocados em situação de lay-off, devido à pandemia de Covid-19, para trabalhos temporários no sector agrícola.

Com a época das colheitas a aproximar-se e numa altura em que se torna difícil contratar estrangeiros, devido à restrição da circulação de pessoas, a CAP equaciona abrir uma plataforma online que permita aos desempregados ou aos trabalhadores com contratos suspensos inscreverem-se para trabalharem nas colheitas.

“Vemos algum potencial nessa ideia, mas precisamos de falar com três ministérios: Agricultura, Economia e Trabalho”, constata Oliveira e Sousa no Público.

ZAP //

 

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6 COMENTÁRIOS

  1. o problema é haver quem se inscreva, acham?.. uns vão dizer :aí eu sou isto eu sou aquilo não vou para a agricultura pois estudei para isto ou aquilo não vou, aliás acho que quando a quarentena acabar vai haver muitos que querem a quarentena outra vez para não trabalhar.

  2. Nem mais! É na agricultura que está a nossa sobrevivência alimentar, estamos em tempo de guerra com o vírus e há que lutar contra todos os males que este está a provocar. Interessante ver agora alguns citadinos que fugiram para as aldeias e se a fome apertar ainda irão cultivar algum pedaço de terreno deixado pelos antepassados e que já não vê enxada há dezenas de anos.

  3. Caros concidadãos
    Aceitem este desabafo! Esta reflexão? Será que o estado de emergência é só para alguns?
    Autênticos heróis! (leiam até ao fim e enviem o anexo a toda a gente E A QUEM DE DIEITO).
    Um bem-haja a tantos que dão o seu melhor por todos os que precisam! Que estão na linha da frente, na prevenção e proteção dos mais vulneráveis e desprotegidos!
    Estamos todos neste barco? Ou não? Ninguém se salva sozinho (Papa Francisco). Devemos estar todos preocupados com tudo o que se está a passar?
    Portugal tem cerca de 800 000 funcionários públicos. 200 00, continuam a dar tudo por tudo, o melhor de si e de suas famílias, estafados, extenuados, etc… (Médicos, Enfermeiros, Técnicos de saúde, Pessoal Auxiliar, …). Tantos isolados, em quarentena obrigatória, por estarem contagiados e ao serviço dos outros.
    Os Bombeiros, uma grande parte Voluntários, esforçam-se diariamente para chegar a todos, cansados e esgotados, para que tudo corra bem, em vésperas dos incêndios, …
    Os funcionários dos nossos lares de terceira idade exaustos e a precisar de ajuda, sempre a cuidar de quem precisa, dos mais indefesos. Funcionários de centros paroquiais, associações caritativas, movimentos sociais, reforçando a assistência solidária a quem precisa,…
    Donos e funcionários de pequenas empresas, mercearias, supermercados, padarias, operários das fábricas, da construção civil, laboratórios, farmácias, oficinas, restaurantes (entrega de comida por postigo ou entrega na própria casa das pessoas), etc… estão todos a “dar o litro”, a dar o seu melhor para o país sobreviver, a cuidar do bem-estar de todos nós e da nossa economia.
    Os agricultores têm que sobreviver e pôr leite e pão na mesa de cada um de nós. Continuam a tratar dos animais, a ordenhar as vacas, a cultivar as terras (pensar no futuro) para haver alimentação para os animais e géneros para todos se alimentarem (frescos ou secos) e os pescadores continuam a pescar, senão têm apenas 50% do salário mínimo.
    Vemos nos bancos, nas mercearias, nos supermercados, pessoas a trabalhar, sem as medidas cautelares devidas, sem “guichet”, sem máscaras, a menos de um metro, com várias pessoas juntas!… Onde está a fiscalização do Governo ou das Câmaras?
    Vemos as forças de segurança expondo-se, dando o seu melhor, para o bem de todos
    A Igreja dá o exemplo, como se pode ver abaixo, ajudando e, em todo o país, deixando uma palavra de fé e esperança a todos (para quem acredita) e apelando ao voluntariado e à solidariedade a favor dos mais necessitados…
    Todos autênticos heróis, a dar o seu melhor para que nada falte e tudo chegue a tantos que precisam. A cuidar dos mais frágeis e vulneráveis!
    Outros, devido ao seu trabalho, vão ficar em lay off, com salários reduzidos a 66% ou simplesmente atirados para o desemprego, com falência imediata ou previsível das suas empresas.
    Apetece nesta hora de angústia perguntar? O que fazem 600 000 funcionários públicos em casa, com 100% do vencimento? Só têm que se proteger a si e aos seus? Não podem fazer nada? Nadinha mesmo? Não podem ajudar a prevenir, proteger ou a ajudar quem precisa?
    Que fazem em casa 600 000 funcionários públicos? Será que não podem trabalhar? Fazer alguma coisa de útil, com as cautelas que todos tem que ter? Não podem cuidar dos jardins, parques, bermas das estradas, pôr em ordem os arquivos, na fiscalização, organizando os seus serviços, ajudar os bombeiros, ajudar as forças de segurança, ajudar os lares, na distribuição de comida, levar a casa das pessoas (velhotes/doentes) as compras ou géneros que precisam,… Enfim, ajudar e socorrer quem precisa…
    Têm apenas que estar em casa, à espera da “psicose”, coçando a “micose”,.. E recebendo 100% do salário? Têm de estar todo o dia a ouvir notícias, na Internet, enviando mensagens absurdas e angustiantes, etc.,… Nada fazendo… Nada produzindo… Toda a hora nas compras, entulhando as mercearias e supermercados,… às escondidas junto dos cafés… etc.,. etc.,. etc.,.
    O que fazem cerca de 700 funcionários da Assembleia da República (deputados, assessores, adjuntos, funcionários, contínuos, etc.). Dão exemplo? Reduziram 33% do seu salário? Estão a fazer voluntariado? Muitos com despesas de representação e outras achegas… que já deviam estar retiradas…
    A maior parte dos serviços do Governo (Governo central, regional ou local) estão parados ou a 1/10 de obrigações, (serviços centrais, regionais e locais). Os dirigentes e funcionários em casa com ordenados de 100% de vencimento, em vez de 66%, tal como todos os outros funcionários do privado? Muitos com acréscimos de ordenados que deviam ser retirados de imediato?! Que Governo é este que trata os Funcionários públicos duma maneira e os privados de outra? Todos filhos da mesma Nação! Ou não?
    As Câmaras Municipais, presidente, vereadores a tempo inteiro, técnicos, funcionários de todos os serviços, menos os serviços essenciais (resíduos, águas,..), estão em casa, de “descanso” a receber 100%, em vez de 66%, muitos a receber extras ou despesas de representação maiores que o salário ou pensão de muita gente,.. (salvo poucas exceções de concelhos no pais, que sofrem da pandemia e que bem conhecemos…)…
    Que Pais é este que trata os seus cidadãos de maneira desigual, apoiando uns e penalizando outros? Para o público 100% e para os privados 66%. Que ingratidão!… Que falta de reconhecimento para os que estão na linha da frente?…
    Quem vai pagar a crise? Como vem sendo habitual os privados e os mais “frágeis” do público? Ou não? Os governos sempre cuidam de si e dos seus!
    Tratem o público e o privado de forma igual! Todos tem que se proteger! Todos devem correr riscos! Todos tem que render e produzir! Todos têm que trabalhar! Todos podem ser, mais que não seja, “cuidadores” de outros perante a exaustão e fadiga de tantos!
    Todos devem ser obrigados a trabalhar, a fazer alguma coisa, a produzir, a ser auxiliares, a dar-se aos mais desprotegidos, a dar o exemplo, a ser voluntários… Nesta hora de aflição e de preocupação em que tanta gente precisa de ajuda e tantos se empenham e se esgotam para que tudo se faça e todos se sintam o melhor possível, todos devem ser interdependentes e tratados de forma igual dando algo de si (exceção, seja feita, aos que não podem por razão imperiosa de saúde ou por estarem protegendo os seus filhos ou cuidando dos mais idosos, acamados ou doentes, etc.). Façam alguma coisa!…
    Os apoios devem ser dados apenas a quem fez alguma coisa ou se esforçou para SERVIR os que mais precisam! Uns fecharam simplesmente, enquanto outros se empenham e continuam a trabalhar. Será justo considerar todos em igualdade de circunstâncias?
    Tenham parcimónia ao oferecer o que é de todos! Tratem todos por igual! Lembrem-se que o que “dão” não é vosso, é nosso! Deem efetivamente a quem precisa? E a quem se empenha, mesmo sendo privados!…
    Estamos todos neste barco. Resguardem-se!… Acautelem-se!… Fiquem em casa se tiver que ser!… Cuidem de si e estão a cuidar de todos! Mas, não se esqueçam que ninguém se salva sozinho! Não sejam ingratos! Sejam solidários e verdadeiros!
    Que emergência é esta? Que unidade e coerência é esta? Uns têm que ser heróis e os outros nada fazem? Olhem para o país com seriedade e fraternidade nesta hora de aflição!
    Façam percorrer esta mensagem por toda a gente! O estado de emergência é para todos!

    Estamos todos neste barco? Ninguém se salva sozinho” (Papa Francisco).
    Estamos todos neste barco? Ninguém se salva sozinho” (Papa Francisco).

    • O amigo anda enganado. Quase todos os funcionários públicos que conheço estão a trabalhar! No entanto, grande parte do privado está fechado ou a um ritmo muito baixo. No Estado estão quase todos a trabalhar. Muitos deslocando-se diariamente para as instalações normais e outros a partir de casa.
      Os deputados, desconheço que estejam a auferir 100% mas não me admirava. Sempre roubaram o povo, por que motivo agora haveria de ser diferente?!

  4. Caríssimo ZAP
    “Agricultura não pára”.
    “Para”, do verbo parar, atualmente não leva acento.

    Entretanto, não parem de bombar notícias!
    Todos juntos vamos dar um malhão ao bicho!

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