Acordo ortográfico: professores e alunos “deviam ter-se preparado”

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A aplicação do novo Acordo Ortográfico, nos exames nacionais do 9.º e do 12.º ano, está a preocupar professores e  alunos, por causa do desconto de pontos por cada erro verificado. Mas o governo desvaloriza, salientando que as penalizações não são “tão pesadas” como se diz.

A partir deste ano, a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 nos exames do 9.º e do 12.º ano passa a ser obrigatória, o que significa que escrever palavras como “efectiva” e “acção”, em vez de “efetiva” e “ação”, determinará a perda de pontos por erros ortográficos.

Uma circunstância que está a preocupar muitos professores e alunos, dando azo até a petições públicas e a grupos  de alerta no Facebook, como o “Professores contra o Acordo Ortográfico” que conta com mais de 8900 membros.

Neste grupo apela-se a que os professores bombardeiem o Ministério da Educação e a comunicação social com pedidos  para que os exames não obriguem à utilização do novo Acordo Ortográfico, considerando-se que a sua aplicação será uma “tremenda injustiça” para os alunos, podendo “condicionar as médias para a entrada na universidade”.

“Os alunos não podem ser vítimas do caos ortográfico que se instalou”, argumentam estes professores.

A culpa é dos professores

Mas a presidente da Associação de Professores de Português (APP), Edviges Ferreira, diz que a culpa disto tudo é dos professores.

“Se todos os docentes tivessem feito o que deviam, preparando os alunos activamente, durante os últimos três anos, para este momento, não haveria qualquer problema”, alega Edviges Ferreira, em declarações ao Público.

“Quer professores quer alunos estão fartos de saber que este ano já só seria admitida a nova grafia”, diz ainda a presidente da APP no Público, assumindo que os erros ortográficos podem valer a perda de “quatro a cinco valores em 20” e que isso será determinante e negativo para as médias e para o acesso ao Ensino Superior.

1 ou 2 pontos em 200

O governo já veio garantir, contudo, que as penalizações não são “tão pesadas” quanto as noticiadas.

“Estão previstos descontos por aplicação de factores de desvalorização no domínio da correcção linguística até um máximo de 40 pontos”, afiança o Ministério da Educação, em nota divulgada á comunicação social.

A tutela nota ainda que, conforme “a natureza de cada erro (ortografia, sintaxe, morfologia, impropriedade lexical)”, os descontos aplicados poderão “corresponder a uma desvalorização de 1 ou de 2 pontos por erro (em 200 pontos)”.

O Ministério frisa também que “a percentagem de palavras alteradas pelo Acordo Ortográfico em Portugal é de 1,56%”, pelo que conclui que “a probabilidade de desvalorização por erros ortográficos devido ao uso da antiga grafia é de 0,6 pontos, ou seja, 1 ponto em 200, ou seja, ainda, 0,5% da cotação total da prova”.

ZAP

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9 COMENTÁRIOS

  1. A culpa não é dos professores. A culpa é de quem gizou e aprovou o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO, sabe-se lá com que intenções! Uma aberração, é o que é, o “NOVO DESACORDO ORTOGRÁFICO”. Uma vergonha nacional! Mas, enfim, é o desgraçado país que temos, onde uma minoria de ditos pensadores linguistas querem impor as suas idiotices, com fundamentos duvidosos e questionáveis, só para ficarem para a história!!! Só que, no caso, por más razões!

  2. Esta Edviges, do alto do seu cargo, que só por distracção dos associados, mantém, sai-se com estes disparates, ao invés de defender a Língua Portuguesa. Caros professores que tendes a responsabilidade de transmitir o que está certo e não o que vos impingem à margem de tudo o que seria razoável, correi com esta senhora, que não se mostra digna do lugar que ocupa.

  3. Este acordo é mais uma vergonha que vem confirmar que em Portugal tudo se pode alienar; até a lingua. Quem lucra com isto são as editoras e os livreiros que ainda o tal acordo não estava em vigor e já estavam a substituir todos os livros e manuais escolares.

  4. Toda mudança é traumática e combatida até acostumarmos com as novas situações. Mas para começar, alguém tem que dar o primeiro passo e ele alguém deveria ser os meios de comunicação em massa, pois com o passar do tempo íamos nos habituando às mudanças e já não mais nota-las-íamos. E sim, o professores já deviam ter preparado seus alunos desde o começo.

    • Estar preparado para uma aberração? Por traz desta ” estão” interesses económicos e coisas da maçonaria.
      Este acordo não tem Nada a ver com linguística ou com filologia.
      Como é que nos s preparamos para uma aberração?

  5. Este “acordo” ortográfico, e ponho acordo entre aspas porque só Portugal o está a usar, (o futuro dirá quando e se ele será utilizado pelos demais países intervenientes), é mais um atropelo dos muitos que se fazem em Portugal em todos os campos. Fico muito feliz quando leio artigos de pessoas, efectivamente cultas, que afirmam não subscrever o acordo e não escrevem, de acordo com o acordo.
    Foi sempre evidente em Portugal duas coisas: que todo o cão e gato que chega ao poder quer ser sempre mudar algo, deixar o seu cunho pessoal digamos assim; a outra é que cada um parece mais burro do que o anterior. Deve ter a ver com o facto desta geração que nos governa tirar um curso universitário enquanto o diabo esfrega um olho.

  6. Como Portugal chegou a este ponto ? Língua original substituída por calão brasileiro,não tenho nada contra brasileiros, tenho muitos amigos oriundos do Brasil ,eu e russo com nacionalidade portuguesa, mas não aceito este # Acordo Ortográfico#,meu filho e português e deve apreender português correcto

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