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Algumas abelhas têm quatro pais (e nenhuma mãe)

Um novo estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, revelou que algumas abelhas podem ter até quatro pais e algumas delas não têm mãe.

Nas abelhas, ovos não fertilizados desenvolvem-se em machos, que procuram abelhas-rainha para poder acasalar. Ovos fertilizados geralmente transformam-se em abelhas do sexo feminino.

No entanto, abelhas-rainha acasalam com pelo menos 10 machos para produzir novos membros para a colónia e mais do que um espermatozoide entra no ovo. Casos destes são raros, mas abelhas podem acabar por nascer “hermafroditas” – parte macho e parte fêmea. No caso destes animais, são chamados indivíduos com ginandromorfismo.

Sarah Aamidor e colegas da Universidade de Sydney, na Austrália, analisar 11 abelhas com ginandromorfismo de uma mesma colónia para estudar a forma como se desenvolviam.

Cinco delas tinham ovários normais de abelha-operária, mas outros três tinham ovários “parecidos com as rainhas”, contendo um grande número de tubos – ovaríolos. Um tinha órgãos reprodutivos masculinos normais e dois tinham órgãos masculinos parciais.

Testes genéticos, cujos resultados foram revelados na revista Biology Letters a 28 de novembro, revelaram histórias familiares incomuns. Nove deles tinham dois ou três pais e uma mãe. Um tinha dois pais, mas não tinha mãe, fenómeno resultante da fusão de dois espermatozoides.

“Assumimos que são erros genéticos”, disse Aamidor. A investigadores acredita que a colónia tinha um alto número de abelhas com ginandromorfismo por causa de uma mutação genética da abelha-rainha. Porém, as mutações genéticas que aumentam a probabilidade de serem produzidas “abelhas hermafroditas” ainda são desconhecidas.

A descoberta destes históricos familiares fornece uma nova visão do quão flexível pode ser a reprodução das abelhas. A equipa afirma que esta flexibilidade também pode ser encontrada noutros insetos como formigas e vespas. “É provável que existam outros sistemas sociais que ainda não foram identificados nem sequer imaginados”.

  ZAP // NewScientist

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