700 médicos sem vaga de acesso à especialidade pelo segundo ano consecutivo

Este ano, 700 jovens médicos não vão ter vagas para fazer a formação especializada, repetindo assim o cenário do ano passado.

O cenário do ano passado repete-se. Este ano foram abertas 1665 vagas para 2341 médicos candidatos no concurso do internato médico o que, segundo a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) “deixa quase 700 médicos sem acesso à especialidade”.

Segundo o mapa de vagas, publicado esta quinta-feira pela Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS), voltam a ficar de fora da especialidade algumas centenas de médicos, impedidos assim de começar a formação especializada em 2019.

Esta falta de vagas não é um problema novo. No ano passado, estava previsto ficarem sem acesso à especialidade mais de 700 médicos, já que existiam 2466 médicos para 1758 vagas.

Psiquiatria foi a especialidade que perdeu mais vagas, comparando os dois mapas, tendo passado de 73 em 2017 para 53 este ano. Anestesiologia ou Radiologia ganharam vagas, cada uma com mais dois lugares no próximo ano. Analisado o mapa deste ano, há 1189 vagas em hospitais, 462 em unidades de medicina geral e familiar e 44 em saúde pública.

A ANEM lamenta, em comunicado, “que se continue a promover em Portugal a formação de médicos indiferenciados e consequentemente o comprometimento da capacidade de proteção dos doentes e a degradação da qualidade e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”.

Para a Associação Nacional dos Estudantes de Medicina é necessário planeamento e investimento além de não continuar a formar médicos acima da capacidade de integração.

“Um médico sem especialidade é um médico que não completou a sua formação clínica. É um médico que viu as suas legítimas expectativas defraudadas por um sistema que, ao não mudar estas políticas, está a servir mal os doentes”, diz Edgar Simões, presidente da associação.

A ANEM já entregou ao Governo uma proposta para a resolução do desfasamento que passa pela redução do ‘numerus clausus’ de uma forma gradual, destacando o excesso de alunos nas faculdades e a falta de vagas para formação especializada.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Tudo tem de ser proporcionalmente equilibrado. Quando houve o boom de professores é evidente que não podiam existir colocações para todos. Na Bélgica, por exemplo, se houver um boom de prostitutas, nem todas vão ter clientes para os serviços. Ao criar as 700 vagas extra na especialidade médica, outro setor teria de ser reduzido.

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