Quase 400 cães resgatados a caminho de festival de carnes na China

O tradicional festival de carne na cidade chinesa de Yulin começou na terça-feira, dia em que a polícia, em conjunto com ativistas, conseguiu intercetar um camião que transportava 386 cães.

Os ativistas, relatou o Guardian, alegaram preocupações sanitárias para denunciar a situação, argumentando que os animais poderiam ser portadores de doenças infeciosas, o que os coloca na categoria de prevenção de epidemias, presente na constituição chinesa.

O ativista Xiao He, um dos envolvidos no caso, tem analisado as leis e os regulamentos chineses a fim de persuadir as autoridades a impedir o evento.

“Existem regulamentos que definem o tratamento de animais, como os certificados de inspeção de quarentena, legalmente exigidos. Mas quem transportava os cães claramente não cumpria os regulamentos”, declarou.

Em 2020, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China declarou que os cães não são “gado”, mas sim animais de companhia.

De acordo com os ativistas envolvidos na operação, entre os animais resgatados estavam cães de diferentes raças, idades e condições de saúde, o que levanta a suspeita de que alguns tenham sido capturados das ruas e outros roubados de casas de famílias.

Após a intervenção, os cães foram entregues a uma associação de Pequim e colocados em quarentena.

Peter Li, especialista da Organização Não-Governamental (ONG) Human Society International, disse que os comerciantes de Yulin, que defendem o consumo de carne canina como parte da tradição, na verdade, apenas utilizam a proposta cultural para impulsionar o consumo que, segundo o próprio, diminui a cada ano.

  ZAP //

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