Numa visita a Paris em 2018, Trump levou obras de arte da residência do embaixador dos EUA

Stefani Reynolds / EPA

Fortemente criticado por se recusar a ir a um cemitério militar durante uma viagem a França em 2018, Donald Trump reservou um tempo para selecionar objetos de arte da casa do embaixador norte-americano em Paris, causando uma mistura de “divertimento e espanto” na comitiva, revelou a agência Bloomberg.

“O Presidente trouxe essas belas obras históricas, que pertencem aos americanos, de volta aos Estados Unidos para serem expostas na casa do povo”, a Casa Branca, confirmou no domingo à AFP Judd Deere, um dos porta-vozes do executivo.

Durante esta visita a França para celebrar os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial, o líder republicano cancelou a visita a um cemitério perto de Paris para homenagear soldados norte-americanos que morreram em combate, alegando que as más condições meteorológicas impossibilitavam a sua presença.

Um artigo de quinta-feira na revista Atlantic disse que o milionário simplesmente não estava interessado e chamou os militares mortos “tolos” e “perdedores”. A Casa Branca, no entanto, nega firmemente.

A omissão em França deu a Trump “seis horas de tempo livre na residência do embaixador”, uma mansão francesa conhecida como Hôtel de Pontalba, no 8.º arrondissement de Paris, onde muitas obras de arte estão em exibição, explica a Bloomberg.

No dia seguinte, “Trump queria várias obras (…) e, na hora, pediu que fossem retiradas e levadas a bordo do Air Force One”, o avião presidencial, segundo jornalistas que citam várias fontes anónimas. Entre as obras estão um busto e um retrato de Benjamin Franklin, assim como um conjunto de estatuetas.

O Presidente norte-americano mais tarde brincou que seu embaixador poderia recuperar as peças “em seis anos”, depois de um segundo mandato que ele busca nas eleições de 03 de novembro, de acordo com a Bloomberg.

“O incidente foi visto com uma mistura de divertimento e espanto na época, mas causou dor de cabeça aos funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado”, continuou o artigo. Depois de uma “furiosa troca de e-mails”, a transferência foi considerada legal, “já que as obras pertencem ao governo dos Estados Unidos”.

O valor das peças foi inicialmente estimado em 750 mil dólares. Mas, segundo a Bloomberg, um especialista posteriormente declarou que as estatuetas eram “falsas” e que o busto e o retrato de Franklin eram réplicas.

Lusa // Lusa

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