Universidade japonesa vai indemnizar 13 antigas alunas por discriminação de género nos exames

Antoninho Perri / Unicamp

Instituição de ensino argumentava que as mulheres, por terem maior capacidade de comunicação, tinham mais facilidade nas entrevistas, outra componente dos processos de candidatura, juntamente com os exames.

Depois de ter apresentado – comprovadamente – exames mais difíceis a alunas do que a alunos, uma universidade de Tóquio foi obrigada a pagar uma indemnização a 13 mulheres, precisamente por descriminação de género. O caso remonta a 2018, quando a instituição de ensino alegou ter apresentado provas como níveis de dificuldade diferentes, de forma a encurtar o fosso para os alunos de géneros distintos.

Na altura, a Universidade Juntendo afirmou ainda que as mulheres tinham melhores capacidades de comunicação, o que lhes dava uma vantagem nas entrevistas que integravam o processo de candidaturas – o processo ganhou dimensão nacional, sendo discutido amplamente nos meios de comunicação.

Apesar de a universidade ter recusado comentar a decisão do tribunal da cidade de Tóquio, um porta-voz revelou que foi ordenado à instituição que indemnizasse um grupo de 13 mulheres com uma verba total de 58 mil euros (8 mil yenes), avança o The Guardian. Em 2018, uma investigação governamental foi iniciada após ter sido revelado que uma outra Universidade ter admitido que baixava com frequência os resultados das estudantes candidatas em 30%.

Os resultados da investigação revelaram que as mulheres foram vítimas de discriminação em quatro das 81 instituições de ensino estudadas – todas na área da saúde. Os meios de comunicação locais noticiaram também que, após interrogatórios ao pessoal responsável por ordenar as candidaturas, estes revelavam achar que as mulheres iriam abandonar a sua carreira ou dedicar-lhes menos horas quando casassem ou tivessem filhos.

Desde que os resultados da investigação foram divulgados, em 2018, várias queixas foram apresentadas contra as universidades visadas.

  ZAP //

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