Testes antigénio deixam de ser comparticipados em maio

Testes gratuitos vão acabar já este domingo devido à queda da procura pelos mesmos. Em janeiro, foram realizados 3,7 milhões de testes nas farmácias, mas em março reduziu para os 800 mil.

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional que permitem detetar uma infeção por covid-19 vão deixar de ser comparticipados a partir de domingo. Como tal, quem quiser testar-se por presença de sintomas ou por motivos de participação em eventos que tenham tal requisito terá que o fazer por sua conta. De acordo com o jornal Público, a portaria que estabeleceu o regime excecional e transitório não será renovada.

À luz das regras em vigor, os testes já não são exigidos nem para visitas aos hospitais ou lares de idosos. Como tal, a diminuição dos testes feitos nas últimas semanas é notória e um reflexo das medidas do Governo. Segundo a mesma fonte, no mês de janeiro fizeram-se em Portugal quase oito milhões (7.967.359) de testes de diagnóstico, um número que caiu a pique em março – não ultrapassou os 1,7 milhões.

Segundo Ema Paulino, presidente da Associação Nacional de Farmácias, esta redução “faz sentido”. “Os testes apenas deveriam continuar a ser comparticipados quando isso se justificar do ponto de vista clínico, ou seja, quando o médico assistente ou o centro de saúde o pedir, ainda que possam continuar a ser [solicitados] através do SNS24 em função dos sintomas”, aponta.

“Acho que isso é que faria sentido, pelo menos para os PCR”. “O simples facto de o Ministério da Saúde ter determinado [em Fevereiro] que já não eram precisos testes para se entrar em vários sítios fez com que o pânico diminuísse. As pessoas deixaram de se sentir ameaçadas e isso levou à redução da procura”, disse ao Público.

  ZAP //

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