Os portugueses são os que têm mais interesse em poupar para a reforma (mas mais de metade não tem capacidade financeira)

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Mais de metade dos portugueses (53%) não têm capacidade de poupar para a reforma, de acordo com o estudo da Insurance Europe, que sinaliza que Portugal está acima da média europeia entre os que não poupam para a reforma.

Segundo os resultados do estudo europeu de pensões da Insurance Europe, divulgado esta terça-feira, os portugueses são os que têm mais interesse em poupar para a reforma, mas não dispõem de capacidade financeira. Adicionalmente, a amostra revela que os portugueses que não estão a poupar para a reforma, está acima da média europeia.

Os resultados do inquérito, realizado a mais 10.000 indivíduos (1.013 participantes de Portugal), em 10 países europeus, revelam que Portugal supera a média europeia em vários indicadores. Precisamente, 53% dos portugueses afirmaram que têm interesse em começar a poupar para a reforma, embora não tenham condições financeiras.

“Com este percentual Portugal assume a liderança neste ranking, que conta com uma média europeia de 42%. Adicionalmente cerca de 45% dos inquiridos indicaram que não estavam a realizar poupanças privadas para a reforma, um valor também à cima da média da Europa de 43%”, refere.

De sublinhar que 35% dos inquiridos a nível nacional revelaram que planeiam poupar para a reforma num futuro próximo, sendo “um percentual de relevo, tendo em conta que a média europeia para este indicador é de 20%“, refere.

Destaque ainda para os parâmetros relacionados com a segurança do investimento realizado, com resultados para Portugal também acima das médias europeias.

Segundo o estudo, 76% dos portugueses afirmaram que preferem receber pelo menos o total do valor investido e possivelmente um pouco mais, já a nível europeu, este percentual é de 73%. Em sentido contrário, apenas 36% da amostra nacional revela estar disposta a pagar por uma proteção, caso viva mais anos do que inicialmente esperado.

Portugal é o país com menor frequência para este indicador e posiciona-se no final da tabela dos 10 países analisados, na qual a média europeia é de 43%.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Ignorar o obvio e hipotecar futuros dos jovens deveria ser crime.
    Portugal ‘e dominado por eleites agarrafas do poder e aos sistemas que controlam ao estado.
    Revolucoes que existiram nao resolveu o probelema do pais, porque nao aproveitaram esse tempo para limitar poderes e criar consenso algargado a volta dos problemas e desafios e planos para pais e para regioes… o que foi feito, entregaram poder a meia duzia de chico espertos, estes manipularam o sistema seu favor. O que temos hoje ‘e conjunto de problemas de varios quafrantes dificeis de saber na totaliade o que se passa por causa da opacidade, a falta de transparencia…
    Hoje temos um leque de politicos astutos, manipuladores de massas… povo e maioria tem de entender que pais nao tem recursos naturais suficiente para todos e os que existem teem ser dados a empresas com tecnologia, normalmente exterior…. e que as universidade e politecncos formam gente para emigrar e enriquecer os outros paises porque os portugueses fazem de tudo e melhor do que maioria de outros….
    Portugal sofre de uma manipulacao de sistema desde sempre…
    Nao ha como enverter, so mudando os centros de poder, e mudando a mentalidade…

    Novas geracoes precisam ser ajudadas, porque teem energia, criatividade e preciasa se iniciativas e empenho… o pais precisa… jovens nao recisam de ouvir, isso nao ‘e possivel, emigre ‘e melhor solucao…. tal como ouvi anos e mais anos nos centros de emprego… nas entrevistas de emprego, quase diziam va para sua terra…. chega de enganar as pessoas …

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