A partir de segunda-feira, eletrodomésticos vão ter novas etiquetas energéticas

As organizações não-governamentais ambientalistas saúdam as novas etiquetas energéticas, que entram em vigor esta segunda-feira, mas pedem “mais atenção” ao consumidor e “maior rapidez” na reclassificação de “mais produtos”.

Em comunicado, a cooligação Coolproducts, um grupo de mais de 20 organizações, entre as quais a Zero e a Quercus, co-liderado pela ECOS, que se dedica à área da normalização ambiental, e pela federação europeia das associações de ambiente (EEB), “dá as boas-vindas às novas etiquetas energéticas, que têm agora uma escala reclassificada”.

A partir desta segunda-feira, quatro diferentes tipos de aparelhos elétricos terão as suas etiquetas energéticas renovadas: máquinas de lavar loiça, máquinas de lavar roupa, frigoríficos e monitores (incluindo televisores).

Os produtos à venda nas lojas, físicas e online, passam a ter de exibir as novas etiquetas, com um prazo de 14 dias úteis para substituir as antigas.

“As etiquetas energéticas têm incentivado os consumidores a comprar produtos com maior eficiência energética desde há mais de 20 anos”, observam as organizações, considerando “fundamental” que os consumidores tenham acesso a essa informação.

As novas etiquetas energéticas usam uma escala simplificada de A a G, substituindo as categorias A+, A++ e A+++, que não permitia ao consumidor “fazer a distinção entre os [equipamentos] mais e os menos eficientes”.

Na opinião das organizações, “esta reclassificação, com o primeiro A vazio no início, irá permitir que ao longo do tempo surjam aparelhos mais inovadores e eficientes, efetivamente merecedores dos sinais positivos a seguir a esse A”.

Outra novidade é que as etiquetas passam a ter um código QR, que permitirá aos consumidores acederem a informações adicionais sobre os produtos.

“As novas etiquetas vão permitir poupar milhões de euros e reduzir milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono”, sendo, por isso, boas “para a carteira e para o planeta”, saúda a associação Zero, no comunicado.

Porém, os ambientalistas pedem “maior celeridade” e “mais ambição”, acreditando que “muito mais poderia ser alcançado”, nomeadamente se “rapidamente se atualizar para a nova escala todos os produtos de elevado consumo de energia, como ar condicionado, aquecedores e aspiradores de pó”.

Realçando que, “em média, as etiquetas energéticas ajudam cada família europeia a economizar até 285 euros por ano”, as organizações recordam que há 14 categorias de produtos que têm etiqueta energética obrigatória (eletrodomésticos, lâmpadas, ar condicionado, caldeiras).

// Lusa

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