Negacionistas do tempo defendem que, afinal, uma hora não tem 60 minutos

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Há um movimento, no Twitter, a defender que as horas não estão a durar 60 minutos. Os defensores alegam que o tempo está a ser roubado.

Todos nós já ouvimos a lenga-lenga: “o tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem; o tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem”.

A verdade é que aprendemos desde muito cedo que uma hora tem 60 minutos, mas há quem não esteja totalmente convencido.

Depois de vacinas com chips e terraplanistas, a nova teoria da conspiração alega que o tempo está a passar mais rápido do que antes e que a única explicação é que nos esteja ser roubado.

Os defensores acreditam, portanto, que “as horas não duram 60 minutos“.

Os apoiantes desta conspiração garantem que o tempo está a passar mais rápido.

Grande parte das teorias da conspiração carecem de conhecimento científico. Este caso, porém, é explicado com base na Lei de Weber.

Segundo o El Español, a metamática Hannah Fry explicou que, “embora um ano tenha sempre a mesma duração, a relação entre quanto tempo dura um ano e quanto tempo se está vivo está a ficar cada vez mais pequena“.

No fundo, cada ano que passa acrescenta percetivelmente menos ao total da nossa vida do que um ano quando somos crianças. Isto significa que, à medida que envelhecemos, temos a sensação de que o tempo passa mais rápido.

  Liliana Malainho, ZAP //

3 Comments

  1. Depois dos terra-plermistas, chegam os tempo-palermistas!…
    Em 2022, alucinados com acesso à Internet a fazer estas figuras…

  2. E claro que isto não é novidade nenhuma.
    A maioria das pessoas têm essa sensação conforme vão ficando mais velhas.
    Não se trata de uma realidade, mas sim de uma sensação. E muito forte.
    Até o número de coisas que se conseguem fazer num só dia parece diminuir.
    Mas, na realidade, nós é que ficamos mais lentos. E mesmo que não fiquemos, temos mais ‘detalhes’ para tratar do que quando eramos mais novos.
    A mudança dá-se quando, na nossa cabeça, começamos a pensar, não nas coisas que ainda gostaríamos de fazer, mas sim nas coisas que já não ‘conseguiremos’ fazer (realisticamente)

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