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Líderes europeus chegam a acordo sobre pacote energia-clima

European Parliament / Flickr

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Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, reunidos em Bruxelas, chegaram a acordo sobre o pacote energético e climático até ao horizonte de 2030, anunciou já hoje de madrugada o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

O acordo sobre o Pacote Energia-Clima fechado pelos 28 prevê metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa de 40% em relação ao nível de 1990 e de pelo menos 27% de incorporação de energias renováveis, até 2030.

O compromisso alcançado contempla ainda o objetivo indicativo de aumentar igualmente em pelo menos 27% a eficiência energética e 15% para as interconexões, com vista à criação um verdadeiro mercado de energia na UE, objetivo este que era defendido por Portugal, representado no Conselho Europeu pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Quercus considera metas insuficientes

A associação ambientalista Quercus lamentou esta sexta-feira que as metas definidas na quinta-feira pelos países da União Europeia para as áreas de energia e clima sejam insuficientes para evitar o aumento da temperatura global média da Terra.

A especialista em energia e clima da Quercus, Ana Rita Antunes, admitiu à Lusa que o pacote aprovado foi “difícil de alcançar”, mas considerou que não as metas ficaram aquém do que deviam.

As metas “não dão um sinal suficiente que a União Europeia está comprometida com o combate às alterações climáticas”, afirmou, exemplificando com a redução das emissões de gases com efeito de estufa.

O acordo sobre o Pacote Energia-Clima’ fechado pelos 28 prevê metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa de 40% em relação ao nível de 1990, mas Ana Rita Antunes defende que essa redução deveria chegar aos 55%.

“Nas emissões de gás com efeito estufa, precisávamos de uma meta que reduzisse 55% até 2030 para conseguirmos não aumentar a temperatura média global terrestre em dois graus celsius até 2100”, explicou a ambientalista.

Para a representante da Quercus, este é “o ponto-chave do combate às alterações climáticas”. É “o objetivo que os cientistas dizem que temos de alcançar para que não soframos as consequências mais catastróficas das alterações climáticas”, precisou.

/Lusa

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