James Franco diz que alegações sobre assédio “não estão corretas”

O ator, que aderiu ao movimento “Time’s Up” e que foi galardoado com um Globo de Ouro, foi acusado horas depois de assédio sexual por duas mulheres. James Franco já reagiu, dizendo que essas alegações “não estão corretas”.

Questionado pelo apresentador Stephen Colbert, no “Late Show”, esta terça-feira à noite, sobre as acusações de assédio sexual de que foi alvo, James Franco começa por dizer que não leu essas alegações publicadas no Twitter, mas que já ouviu falar delas.

O ator, que recebeu o Globo para “Melhor Ator de Comédia ou Musical”, disse não saber o que poderá ter feito a Ally Sheedy, com quem trabalhou na peça “The Long Shrift”. “Tenho muito respeito por ela. Não faço ideia porque é que ficou chateada. Ela apagou o tweet. Não posso falar por ela”, respondeu ao apresentador.

Nos tweets, escreve o Observador, não foram feitas acusações específicas, mas os nomes dos atores foram acompanhados da já famosa hashtag #MeToo.

Uma das acusações mais explícitas veio de Violet Paley, que acusou o ator de ter empurrado a sua cabeça contra o seu pénis exposto quando os dois estavam num carro e ter assediado uma menor de idade. Outra atriz, Sarah Tither-Kaplan, acusou o colega de tentar fazer com que as mulheres ficassem nuas nos seus filmes sem ter combinado antes.

No mesmo “talk show”, Franco acrescentou: “As coisas que ouvi dizer que estão no Twitter não estão corretas, mas apoio totalmente as pessoas que vêm a público e que são capazes de ter uma voz porque, durante muito tempo, não a tiveram”.

O ator diz que se orgulha de assumir a responsabilidade pelas coisas que faz e que tem de o fazer para manter o seu bem-estar. “Faço isso quando sei que algo está mal e precisa de ser mudado. Não consigo viver se não houver restituição. Se fiz alguma coisa mal, resolvo. Tenho de o fazer”.

Segundo o jornal online, Violet Paley já publicou mais um tweet, no qual refere que o colega de profissão já lhe pediu desculpas, assim como a “outras raparigas” há umas semanas, embora considere ser um pedido “atrasado, irritado e conveniente”.

Esta quarta-feira, o New York Times cancelou um ato público previsto para hoje com o ator e realizador. Um porta-voz do jornal indicou que, “dada a controvérsia em torno das recentes acusações”, a organização não se sente “confortável” com o evento.

2017 foi o ano em que vieram à tona denúncias de assédio sexual que abalaram a indústria do entretenimento. Perante as acusações, as celebridades que pisaram o tapete vermelho dos Globos de Ouro chamaram a atenção, usando preto, para defender a causa da “Time’s Up”.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Já é só a necessidade de aparecer nas notícias que as move.
    Pena que não venham também a público aquelas que assediaram todos os que foram precisos para conseguirem qualquer coisita dos seus objectivos. Tenho a certeza que seriam bastantes mais do que estas galinhas histéricas.

  2. Onde há injustiças e assédios (forçados) acho muito bem que denunciem.
    Mas atenção, há também muita senhora que para ficar melhor na vida, está disposta a tudo!
    E sim, digo mesmo tudo e sei dar exemplos do meu conhecimento numa entidade pública deste Portugal.
    Ali, durante muitos anos, elas entravam para o quadro por concurso “na horizontal”.
    Houve quem fosse de férias com um presidente para o Algarve, quem se deitasse com o vereador para ser promovida. Quem fosse apanhada por funcionários a fornicar e depois oferecesse os mesmos serviços pelo silêncio, sem isso lhe ter sido pedido. Houve quem estragasse casamentos por causa dessas relações.
    Por isso senhoras atenção, há o assédio e há o deixarem-se ser assediadas.

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