Irão e Paquistão criam “força de reação rápida” para guardar fronteira comum

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O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan

Teerão anunciou esta segunda-feira a criação de uma “força de reação rápida comum” entre o Irão e o Paquistão, encarregada de guardar a fronteira entre os dois países.

Segundo noticiou a agência Lusa, citada pelo Expresso, a criação da força conjunta foi anunciada pelo presidente iraniano, Hassan Rouhani, no final de um encontro com o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, após os dois países terem trocado acusações mútuas de acolherem “terroristas” que realizaram atentados no seu território.

Não foram dados pormenores sobre as modalidades de atuação daquele corpo.

Na conferência de imprensa, Imran Khan indicou que os chefes do Estado-Maior do Irão e do Paquistão iam “discutir hoje os modos de cooperação” sobre as questões de segurança comuns. “Espero que isto estabeleça a confiança entre nós”, adiantou o primeiro-ministro paquistanês, que chegou no domingo ao Irão para uma visita oficial de dois dias.

Na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, afirmou que os atiradores que mataram 14 militares e membros das forças de segurança paquistanesas na véspera no Baluchistão (sudoeste do Paquistão) eram separatistas desta região, vindos do Irão.

O Paquistão possui a prova de que os assaltantes dispunham de “campos de treino e de bases logísticas em zonas iranianas fronteiriças ao Paquistão”, disse.

Em fevereiro, o grupo Jaich al-Adl (Exército da Justiça), considerado como terrorista pelo Irão, reivindicou um atentado suicida que matou 27 soldados iranianos na província do Sistan-Baluchistão (sudeste), fronteiriça ao Paquistão.

O Irão afirmou que o atentado tinha sido cometido por um paquistanês e criticou a capital Islamabad por “fechar os olhos” às bases a partir das quais, segundo o Teerão, o grupo separatista opera a partir do Paquistão.

  TP, ZAP //

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