Homem resgata mil animais do festival de carne de cão que acontece na China

The Animal Hope & Wellness Foundation / Facebook

Marc Ching, ativista americano que luta pelos direitos dos animais

Marc Ching, ativista americano que luta pelos direitos dos animais

Ativista norte-americano foi até ao festival na China e conseguiu comprar cerca de mil cães, levando-os de volta para os EUA, onde estão agora a ser tratados e reabilitados.

O Festival de Carne de Cão, que acontece na localidade chinesa de Yulin, atrai multidões todos os anos, apesar dos insistentes protestos de organizações amigas dos animais.

Durante o evento, mais de dez mil cães são abatidos, em condições que os ativistas classificam como um espetáculo bárbaro, com os animais a serem espancados e cozidos vivos.

A crença é que, quanto mais aterrorizados estiverem, mais apetitosa é a carne. Por outro lado, o festival decorre no início do verão, por se acreditar que a carne canina faz com que o corpo humano suporte melhor o calor.

Apesar da petição assinada por onze milhões de pessoas, e enviada pela Humane Society Internacional ao presidente chinês, Xi Jinping, a exigir o fim do festival, o evento continua como se nada fosse.

Foi por isso que o ativista norte-americano Marc Ching decidiu pôr mãos à obra, juntamente com a ajuda sua namorada.

Os dois apanharam um avião até à China e fingiram ser negociadores de cães para abate, comprando cerca de mil animais que, de seguida, foram enviados para os Estados Unidos para serem tratados e reabilitados.

O ativista dirige uma fundação de resgate e de cuidado aos animais e já atuou noutras cidades da China, onde o consumo de cão é uma coisa vulgar, mas também do Camboja.

Mark considera que este ano o esforço conjunto dos ativistas está a dar frutos. Nas suas palavras, o festival está mais pequeno, há menos cães abatidos e menos quantidade de carne a ser vendida para consumo.

Além da petição assinada por milhares de pessoas, a associação do ativista, a Animal Hope and Wellness Foundation, lançou um vídeo com várias figuras públicas a apelar para o fim deste festival.

Entre os vários famosos que emprestaram a sua imagem para apoiar a causa estão os atores Joaquin Phoenix, Matt Damon, Rooney Mara, Kate Mara, Minnie Driver, Kristen Bell, Pamela Anderson e Maggie Quigley.

Além de se posicionarem contra o massacre no evento, o vídeo lembra que o consumo de carne canina não acontece só na China mas que é comum em vários países asiáticos.

ZAP / Lusa / Hypeness

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13 COMENTÁRIOS

  1. Já agora podia acabar com a carne de vaca de porco, galinha, pato (patês), borregos bebés e leitõezinhos tão apreciados pela alta sociedade americana e não só, com a MAC DONALD e outras cadeias alimentares do país dele. Era um favor que fazia ao mundo. Começava pela cultura ocidental e seus crimes…. Isso era de valor e também merecia notícia….

  2. Espero que os animais resgatados não sejam abatidos nos USA por algum americano desnorteado de arma em punho como fazem com as pessoas e tão ao gosto do povo americano.

  3. espero que esse marmelo vá à ovibeja e compre as ovelhas todas….! já um gajo não pode comer cachorrinho que vem logo um americano da treta roubar-nos a comidinha toda. p.a. as alfaces também são seres vivos!!!! não comam as alfacinhas…. 🙁

  4. Com tanta gente com dificuldades nos EUA, este americano foi ajudar cães na China!…
    Algo vai mesmo muito mal com estes “humanistas”…

  5. realmente, nem sei o que pensar dos comentários que por aqui leio… ” já um gajo não pode comer cachorrinho que vem logo um americano da treta roubar-nos a comidinha toda”, “Com tanta gente com dificuldades nos EUA, este americano foi ajudar cães na China!…” e outros que tal…credo! Na minha modesta opinião TODOS os seres vivos merecem respeito e todos os seres que são vivos, um dia morrem, faz parte, mas merecem respeito na vida e na morte! questões culturais à parte é uma brutalidade barbaridades como touradas, lutas de cães, galos, etc, como esta barbárie com cães. Não interessa assim tanto qual o animal porque aquele que para uns é um animal de estimação, para outros é animal de consumo, para outros não deve ser usado para uma coisa nem para outra, mas infligir sofrimento só porque sim, por crenças sem qualquer nexo, para gáudio de alguns. Sofrimento NUNCA é aceitável, muito menos sofrimento gratuito! Qual é parte que não perceberam de como estes animais são torturados, apenas porque aqueles que o praticam (e incluo os que lá vão e não apenas os que praticam os actos – tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta), acreditam que quanto mais aterrorizado o animal estiver mais tenra é a carne?? A crescente intolerância dos seres humanos, está a levar a extremos. Temos, por um lado, os que aparentemente gostariam de humanizar os animais não racionais e, por outro, os que aproveitam esse facto para descartar qualquer preocupação com o bem-estar animal. A luta deve ser pelo fim e minoração do sofrimento, independentemente de ser aqui ou na China, de ser o animal A, B ou C

    • 100% de acordo, cambada de hipócritas, podem não querer fazer o que é certo e virar Vegans mas que tenham vergonha na cara e não comentem, metam a cabeça debaixo da areia

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