GNR tem mais oficiais e menos sargentos e guardas

Oscar in the middle / Flickr

A GNR perdeu 2.261 elementos nos últimos dez anos. Registou-se uma grande perda nos militares de base, mas um aumento no número de oficiais.

Dados do Comando Geral da Guarda Nacional Republicana, divulgados pelo JN, espelham uma perda de militares nos últimos dez anos. Desde 2009, verificou-se uma clara redução no número de guardas e sargentos, estando a sair mais do que aqueles que estão a entrar nos quadros. Em dez anos, a GNR perdeu 2.171 guardas e 190 sargentos.

Em contrapartida, houve um aumento de 100 oficiais da GNR nos últimos dez anos, sendo este o único crescimento no efetivo. Dentro dos oficiais estão incluídos os alferes, tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis e coronéis.

Isto leva a que o número de oficiais de topo aumente, enquanto o número de militares de base decresça continuamente.

Uma auditoria da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) já tinha alertado para a falta de abertura de concursos, detetando uma “disparidade entre o número de militares de determinadas armas em detrimento de outras, nomeadamente o número diminuto de furriéis, 2ºs sargentos, alferes e tenentes em oposição ao elevado número de capitães e 1ºs sargentos”.

É, por isso, pedido que o Governo abra mais concursos para os lugares de base, de forma a zelar pela operacionalidade do setor. As associações pedem a contratação de 600 militares de base. César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda diz que “já não há militares para fazer as patrulhas necessárias”.

  ZAP //

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