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Gil Vicente 1-2 Porto | Dragão canta de galo com dois golaços

Estela Silva / Lusa

Foi sofrer até ao fim. Sérgio Conceição tinha alertado que não seria fácil bater o Gil Vicente e foi isso que ocorreu na noite desta sexta-feira em Barcelos.

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O FC Porto apenas a um minuto dos 90’ conseguiu “cantar de galo” no reduto dos minhotos e os três pontos foram construídos à base de dois golaços, o primeiro de Taremi um pouco depois do meio-campo e a fechar Sérgio Oliveira foi perfeito na marcação de um livre directo. Pelo meio, Samuel Lino tinha feito o tento dos donos da casa.

O Gil entrou a todo o gás. Murilo falhou por escassos centímetros o tento inaugural antes do primeiro minuto e a equipa minhota estava a controlar as incidências quando Pedrinho perdeu a bola na zona do meio-campo, Taremi aproveitou, tirou Lucas do caminho, preparou a ofensiva e disparou um míssil com direito a um chapéu perfeito.

Estava feito o 0-1 aos nove minutos, numa obra de arte com a chancela do iraniano. Os “dragões” ganharam um novo alento, ameaçaram o segundo aos 13 (Luis Díaz) e 17 (Taremi e Fábio Vieira no mesmo lance), mas foram os gilistas a fazer a festa.

Diogo Costa ainda travou a grande penalidade cobrada por Samuel Lino, mas pouco conseguiu fazer na sequência do lance.

Em suma, a primeira metade foi repartida e movimentada, os anfitriões tinham mais remates sete (quatro enquadrados) contra os quatro (três no alvo) dos “dragões”, que controlavam a posse com 69% da mesma.

Taremi era o melhor com dois remates, um golo, três dribles eficazes em outros tantos tentados e três acções com a bola na área adversária.

Segunda parte com praticamente um sentido, a baliza dos gilistas. Em busca do prejuízo, os forasteiros assumiram as rédeas, foram mais intensos na recuperação da bola nas imediações da área contrária e coleccionaram uma série de ocasiões.

Ora por ineficácia, ora por mérito do gigante Žiga Frelih, o empate ia perdurando, até que surgiu o minuto 89. Na conversão de um livre directo, o “suplente” Sérgio Oliveira rematou com precisão e apontou mais um grande golo, que teve um sabor precioso.

Os da casa, ao contrário do que ocorreu na primeira metade, apenas aos 78 minutos fizeram o primeiro remate, que foi o único na segunda parte, que contrastam com as 12 tentativas protagonizadas pelos vice-campeões.

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Melhor em Campo

Este início de época não tem sido fácil para Sérgio Oliveira. Perdeu a titularidade após o duelo inicial ante o Belenenses SAD, mas esta noite foi decisivo e para isso bastou que estive em campo cerca de 25 minutos.

Além do grande golo que assinou, no único remate que fez, gizou três passes valiosos, três aproximativos, um super aproximativo, 17 acções com a bola, duas na área adversária, tendo ainda acumulado dois desarmes. Por tudo isto, o internacional português foi o MVP da partida com um GoalPoint Rating de 6.9.

Destaques do Gil Vicente

Žiga Frelih 6.8 – Reforço de última hora dos gilistas, assumiu as redes que eram de Stanislav Kritciuk e travou as principais iniciativas dos ataques portistas, à excepção dos golaços de Taremi, que o apanhou desprevenido, e do acerto de Sérgio Oliveira já ao cair do pano. Ao todo foi chamado à prova em cinco ocasiões, foram quatro intervenções a remates já na área do Gil, duas a tiros que ocorreram perto.

Zé Carlos 6.5 – Na fase final o cansaço já era muito, mas mesmo assim foi uma das melhores peças em campo, com nove recuperações da posse, quatro desarmes, três intercepções, cinco alívios, dois remates bloqueados e quatro faltas sofridas (máximo no encontro).

Lucas 6.2 – Venceu metade dos quatro duelos aéreos defensivos em que interveio, tendo ainda feito um total de 15 alívios, marca que mais ninguém sequer ficou perto de igualar.

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Destaques do Porto

Taremi 6.8 – Continua de pé quente, já leva quatro golos esta temporada, mas o desta noite entrará para a galeria daqueles que merecem ser vistos e revistos diversas vezes. Incansável, rematou ao alvo por quatro vezes (duas enquadradas), realizou quatro passes valiosos, recebeu oito super aproximativos, coleccionou nove acções com a bola na área adversária e venceu quatro dos sete duelos que protagonizou.

Marcano 6.5 – No jogo 200 com as cores dos “dragões” destacou-se com um cabeceamento que fez, pelo acerto nos passes longos (seis correctos em dez), quatro duelos aéreos defensivos ganhos e cinco alívios.

Diogo Costa 6.5 – Primeira parte em que teve muito trabalho com três intervenções, ainda travou a grande penalidade batida por Samuel Lino, mas nada conseguiu fazer na sequência da jogada. Está em grande.

Vitinha 6.4 – Foi um dos motores da equipa até à substituição que o levou a sair aos 65 minutos. Até aí rematou em duas ocasiões – a bomba que lançou aos 63 minutos obrigou Frelih a uma grande defesa -, fez duas variações de flanco, três conduções aproximativas, recuperou a posse oito vezes, tendo ainda feito quatro desarmes e cinco acções defensivas no meio-campo do Gil Vicente.

Corona 6.2 – Recuou no terreno, e como lateral-direito criou uma ocasião de golo flagrante, três passes para finalização, seis cruzamentos e recebeu nove passes aproximativos.

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Fábio Vieira 6.0 – Novamente titular, até sair aos 65 minutos o jovem atirou duas vezes ao alvo, acertou quatro passes valiosos, dois para finalização e teve êxito em três dos cinco dribles que arriscou.

Toni Martínez 5.8 – Ajudou a equipa a encostar o Gil “às cordas” com três acções com a bola na área, três duelos aéreos ofensivos ganhos (em outros tantos em que participou) e dois passes valiosos.

Wendell 5.7 – O lateral-esquerdo voltou a ter a confiança de Conceição. Não foi exuberante, mas realce para cinco desarmes (máximo do jogo) e três faltas sofridas, duas em zona de perigo.

Pepê 5.7 – Frelih defendeu o remate que fez e que levava a direcção de golo. Nos 11 minutos em que actuou realizou dois passes para finalização, três passes valiosos e dez acções com a bola.

Mbemba 5.4 – Travou de forma indevida um remate de Vítor Carvalho. Desse lance nasceu a grande penalidade que Diogo Costa travou, mas que Samuel Lino depois carimbou no 1-1. Esteve seguro ao nível do passe (93% de eficácia), foi o jogador em campo com mais acções com o esférico (90), tendo feito ainda cinco alívios.

Luis Díaz 5.0 – Esteve longe das grandes exibições que já protagonizou esta temporada. Na ficha individual há registo de um remate, dois passes valiosos, sete passes aproximativos recebidos, 11 recuperações da posse, cometeu quatro faltas e sofreu três desarmes.

Resumo

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