Família de Angélico não chega a acordo com stand

A tentativa de conciliação entre a família do cantor Angélico Vieira e o stand Impocar falhou hoje, depois de as partes não terem chegado a acordo na audiência prévia que teve lugar no Tribunal da Póvoa de Varzim.

O processo em que a família do cantor exige ao stand 134.500 euros, referente ao valor de dois carros – um Ferrari 131 e um Audi A4 -, vai, assim, prosseguir, até porque os responsáveis do Impocar alegam que Angélico Vieira não pagou o BMW 635 ao volante do qual morreu, em 2011.

O advogado da Impocar, João Magalhães, afirmou que Angélico Vieira, além de não ter pago o carro que conduzia na altura do acidente, no valor de 150 mil euros, também não liquidou reparações, no valor de 30 mil euros, noutros dois automóveis.

A família de Angélico alega que o proprietário do stand falsificou o contrato de compra e venda do BMW e exige que lhe seja devolvido o valor das duas viaturas que o ator terá dado para troca (134.500 euros).

O proprietário diz que todos os contratos foram integralmente cumpridos.

Nesta sessão, que foi também de apresentação de provas, João Magalhães revelou que houve “a contraposição de alguns valores que os pais de Angélico Vieira desconheciam”: “Naturalmente, é sempre difícil ser-se confrontado com algo que não se sabe”.

O causídico acrescentou que a estratégia foi “reservar até ao último minuto a revelação dessas situações, designadamente de viaturas que o senhor Angélico Vieira tinha comprado e liquidado à Auguscar [atual Impocar] para algumas estrelas da ribalta das telenovelas portuguesas”.

No entanto, o advogado da Impocar revelou que, se a família aceitar pagar os 20 mil euros, custo da reparação da caixa de velocidades do Ferrari que Angélico Vieira tinha antes do BMW, chega-se a acordo.

A proposta foi recusada pelo advogado da família, que não quis prestar declarações aos jornalistas.

O processo seguirá agora para um outro juiz, que depois conduzirá ao coletivo.

O cantor e ator Angélico Vieira morreu no Hospital de Santo António, no Porto, dias após o acidente que ocorreu na A1, quilómetro 258,909, sentido norte-sul, pelas 03:15 de 25 de junho de 2011, provocando também a morte do passageiro Hélio Filipe e ferimentos nos ocupantes Armanda Leite e Hugo Pinto.

As autoridades concluíram que a viatura se despistou na sequência do rebentamento de um pneu, na altura em que o veículo seguia a uma velocidade entre 206,81 e 237,30 quilómetros horários e que Angélico, assim como o outro passageiro da frente, seguiam com cinto de segurança.

/Lusa

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