Estudo descobriu que receber um presente elaborado com esforço provoca “orgulho vicário”, uma sensação muito boa, que exige criatividade (e não assim tanto tempo).
“Dar presentes é uma tradição antiga, mas no mundo atual, a personalização tornou-se uma forma poderosa de fazer com que os presentes se destaquem”, explica Diletta Acuti, especialista em marketing da Universidade de Bath.
“A pessoa não aprecia apenas o cuidado e a intenção que a pessoa pôs na elaboração do presente, ela sente-os“, diz a professora, citada pelo Study Finds.
Um estudo publicado na Psychology & Marketing em maio deste ano, liderado por Marta Pizzetti, mostra que os produtos personalizados desencadeiam um fenómeno emocional chamado “orgulho vicário”.
Os destinatários de presentes personalizados sentem, portanto, o mesmo orgulho que os seus amigos ou familiares sentiram ao criá-los.
Uma das partes do estudo usou como presentes uma caneca e um relógio de pulso, e os investigadores confirmaram que a personalização não só aumentava o apreço como também melhorava a autoestima dos destinatários.
Foi pedido aos destinatários que indicassem quais os artigos que mudariam, caso existissem. No caso dos presentes personalizados, os destinatários sugeriram menos alterações aos seus presentes, o que sugere uma maior apreciação.
E mais: não é preciso investir muito tempo no presente — basta pensar na pessoa. Quer o responsável tenha passado muito tempo ou apenas alguns minutos a personalizar o presente, os destinatários sentiram níveis semelhantes de orgulho vicário.
Acuti recomeda: “Ao escolher uma prenda, a personalização pode ser um fator de mudança. Mas não se trata apenas de selecionar uma opção personalizável: também é necessário comunicar esse esforço ao destinatário”.
“Partilhar a razão pela qual escolheu os elementos do presente ou a reflexão que lhe foi dedicada fará com que o destinatário o aprecie ainda mais. De facto, este esforço adicional ajuda-o a ligar-se ao orgulho que sentiu nas suas escolhas, tornando o presente ainda mais significativo”, conclui.