Defesa do Desportivo de Chaves recusou 25 mil euros para facilitar jogo de Bas Dost

José Coelho / EPA

Tribunal de instrução criminal do Porto pronunciou para julgamento os três arguidos que estavam acusados no caso Cashball.

Leandro Freire, defesa do Chaves, terá sido aliciado por Gonçalo Rodrigues, funcionário do gabinete de apoio ao jogador do Sporting, para que facilitasse na marcação de Bas Dost, a propósito de dois jogos entre as equipas envolvidas, na época de 2016/2017. A revelação consta do acórdão da decisão instrutória do processo Cashball. No mesmo documento é descrito que o então jogador Chaves (atualmente a atuar no Gigu, do Japão) recusou a proposta.

Nos referidos encontros, a contar para a I Liga e Taça de Portugal, o avançado neerlandês bisou no primeiro, assegurando a vitória para os leões, e ficou em branco no segundo.

De acordo com o jornal Expresso, a oferta consistia em 25 mil euros para o jogo do campeonato e uma segunda tranche, para o jogo da Taça, com metade do valor. A notícia avançada pelo semanário explica que João Gonçalves, Gonçalo Rodrigues e Paulo Silva criaram um um plano segundo o qual intercederiam junto de jogadores de futebol de outros clubes para que jogassem de modo a favorecer a Sporting, SAD nos jogos que com ela disputassem, prejudicando as suas próprias equipas, a troco de quantia em dinheiro”.

A CNN Portugal avançou ontem que os três acusados no caso Cashball vão seguir para julgamento por corrupção desportiva, num total de 14 crimes. No entender do juiz, os dois empresários e o antigo funcionário terão também levado a cabo um esquema de corrupção para beneficiar o Sporting no campeonato de andebol. No entanto, o Sporting não chegou a ser pronunciado na acusação.

  ZAP //

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