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Preços altos, “abuso do mercado”? Consumo de petróleo vai superar os níveis pré-pandemia

Previsão da Agência Internacional de Energia, que pressionou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo para haver mais petróleo disponível.

Os preços do gasóleo e da gasolina estão a registar recordes nas últimas semanas. Em Portugal e em muitos outros países.

Em Itália os preços médios dos combustíveis praticamente duplicaram. Na Bósnia e Herzegovina o litro de gasolina custava menos de um euro; agora custa 1,71 euros, de acordo com o Euronews.

No mesmo canal, Thomas Prauße, director da Stadtwerke Greifswald (empresa do sector da energia na Alemanha), disse que as empresas de gás na Europa “aumentaram drasticamente os preços” e originaram um “abuso do mercado”, justificando as subidas inéditas com a guerra na Ucrânia.

No entanto, e mesmo com esse cenário de registos nunca vistos, o consumo de petróleo vai aumentar muito e, no próximo ano, vai ultrapassar os picos de 2019, o último ano antes da pandemia a nível mundial.

A previsão é da Agência Internacional de Energia, que indica que em 2023 a procura será de 101 milhões de barris por dia, com a China em destaque como o país que consome mais (e onde se espera uma recuperação económica significativa, após diversos confinamentos por causa da COVID-19).

A agência indicou também, nesta quarta-feira, que está a pressionar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados para haver mais petróleo disponível no mercado.

Prevê-se até que a procura de petróleo seja maior do que a oferta. E com a Rússia “fora de cena” em muitos casos, o cenário vai complicar-se.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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