Combate às alterações climáticas é um negócio e todos temos acções

A Comissão Europeia propôs novos objectivos climáticos e energéticos até 2030, e quer começar por reduzir em 40% as emissões de gases com efeito de estufa nocivos, relativamente a 1990, com o objectivo final de alcançar uma redução final de 80% até 2050.

O plano parece demasiado ambicioso, mas tem como ponto de partida uma redução de 18% das emissões, já conseguida entre 1990 e 2011. Neste período, o PIB dos países da UE cresceu 45%.

Segundo a UE, ainda que a luta contra o aquecimento global seja um desafio, é igualmente uma oportunidade para a economia, ao incentivar a competitividade e inovação.

Com a imposição destas metas, parece provável que se assista nos próximos anos a desenvolvimentos rápidos em alguns sectores da economia: construção mais sustentável, transportes menos poluentes, equipamentos energeticamente eficientes, energias renováveis.

De acordo com dados da UE, os chamados “empregos verdes” na União Europeia aumentaram de 3 milhões em 2002 para 4,2 milhões em 2011.

A aposta nas energias renováveis e na eficiência energética permite também diminuir a dependência dos países da UE de energia importada. A factura conjunta das importações de petróleo de todos os países da UE chega aos 1.000 milhões de euros por dia.

Por estes motivos, diz a UE, o combate às alterações climáticas há muito que deixou de ser apenas um tema da moda: é um (bom) negócio, que diz respeito a todos os cidadãos contribuintes da UE.

Na apresentação deste novo Quadro de Política Climática e Energética 2030, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou que o objectivo de reduzir em 40% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030 é “ambicioso” e um “marco economicamente mais rentável na via para uma economia hipocarbónica”.

Durão Barroso exortou ainda o Conselho e o Parlamento Europeu a defender “a redução de 40% nas emissões de gases” no âmbito de um novo acordo mundial para o clima, que deverá ser negociado em Paris no final de 2015.

Estas novas directivas deverão ser analisadas pelos chefes de Estado e de Governo da UE no Conselho Europeu da primavera, que decorre entre 20 e 21 de março, em Bruxelas.

Um bom negócio, também na agenda dos chefes de Estado.

ZAP / CE / Lusa

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