No vigésimo aniversário de Matrix, cientista do MIT diz que vivemos numa simulação

Rizwan Virk, cientista do Massachusetts Institute of Technology (MIT), disse numa entrevista recente que estamos, muito provavelmente, a viver numa simulação.

“Diria que há mais probabilidade de estarmos a viver numa simulação do que o contrário”, afirmou Rizwan Virk, cientista do Massachusetts Institute of Technology (MIT), numa entrevista concedida recentemente à Digital Trends.

Durante a entrevista, o cientista delineou os traços fundamentais do seu novo livro, The Simulation Hypothesis, que investiga a teoria de que o Universo pode mesmo ser mais parecido com um jogo de computador do que com uma realidade física absoluta.

“Quem criou a nossa provável simulação gostaria de ver, dadas as escolhas aleatórias que fazemos, onde é que, enquanto civilização, acabaríamos”, sustenta o cientista, adiantando algumas hipóteses possíveis: “Iríamos destruir-nos? Criaríamos armas nuclares? Ou desenvolveríamos a nossa própria simulação?

Virk adiantou que não acha necessariamente que o facto de estarmos a viver numa simulação tenha um propósito, como ultrapassar obstáculos e ver, por exemplo, se conseguimos lidar com as alterações climáticas. “Em vez disso, assim como acontece em qualquer jogo online multiplayer, cada personagem tem seu próprio conjunto individual de missões e a liberdade de escolha para decidir o que fazer a seguir.”

A hipótese de que a realidade física é uma ilusão e todos nós estamos a viver dentro de uma simulação de computador foi notoriamente abordada em 1999, no filme The Matrix, e é agora explorada pelo investigador do MIT.

(dr) Warner Bros.

The Matrix, 1999

Será que somos todos programas de Inteligência Artificial (IA), que são executados em servidores subterrâneos de uma civilização futura avançada? Será que as nossas mentes estão a ser escravizadas enquanto os nossos corpos alimentam um planeta utópico? Não sabemos. Certo é que Virk suspeita disso mesmo, e vais mais longe, afirmando que há mais hipóteses de esta teoria estar correta do que não estar.

Vinte anos depois, o The Matrix continua a ser uma teoria plausível, pelo menos para alguns. Dentro deste grupo insere-se Nick Bostrom, professor da Universidade de Oxford, que escreveu um artigo em 2003 que explora esta hipótese, apresentando um argumento estatístico inteligente para a hipótese da simulação.

Imagine que uma civilização chega ao ponto de simulação capaz de criar “simulações ancestrais” altamente realistas. Com mais poder de computação, esses seres são capazes de desmembrar novos servidores e novas civilizações num ápice. Por sua vez, cada um desses servidores pode ter biliões de seres simulados dentro deles.

Por esse motivo, Bostrom defendia que o número de seres simulados é muito superior ao número de seres biológicos. E Virk é da mesma opinião.

Atualmente, usamos simulações de computador para prever interações planetárias e jogamos videojogos por entretenimento. Mas a hipótese está em cima da mesa: em vez de jogadores, podemos mesmo ser meros personagens de um jogo da vida real.

Liliana Malainho LM, ZAP //

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6 COMENTÁRIOS

  1. Pessoalmente acho que esta malta anda a fumar coisas estranhas. Diz o referido artista que há mais provas que assim seja do que o contrário. Pois eu cá não vislumbro que no seu discurso tenha apresentado tantas provas como prometeu! De resto, não vislumbro nenhuma válida para além da referida capacidade do maior poder de computação. Mas isso só demonstra esse mesmo elevado poder de computação e nada mais!

  2. Se realmente formos uma simulação, a logica, e se a fim de estarmos a ser “testados” logico que não iam dar pistas do mesmo…e essa parte do estarmos agora a pensar nisto é errado, tendo em conta alguem que é usado nunca querer saber essa verdade, e o mesmo ocorre em nós, jamais se fossemos uma simulação iriamos saber disso, apenas desconfiamos e jamais irão ter provas.

  3. Por acaso, este assunto deu-me uma ideia para um jogo de computador tipo Simcity ou semelhante onde o jogador constrói uma cidade ou civilização. A originalidade seria a existência de personagens que, às tantas, começam a desconfiar que não são reais e vivem numa simulação. Vai daí, começam a explorar o ambiente que as rodeia (o computador do jogador) e despoletam um ataque generalizado de hacking à máquina do jogador que teria de saber defender-se ou perder o jogo e nunca mais poder voltar a jogá-lo a não ser que comprasse nova licença hehe.

  4. Se estudassem as mais diversas religiões e doutrinas espirituais existentes no mundo, constatariam que, de facto, isto é tudo uma “simulação”, com consequências reais (karma)visto estarmos a jogar o jogo da “materialidade”. No fim, tudo se resume: és de Serviço ao Próximo (altruísta) ou de Serviço ao Eu (egoísta)? Cada ação tomada encaixa numa dessas categorias.
    Não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual, mas sim seres espirituais tendo uma experiência humana. Pensem nisso.

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