China quer proibir nome de Genghis Khan em exposição sobre o líder mongol

lun616 / Deviant Art

Genghis Khan unificou as tribos nômades antes de conquistar grandes áreas da Eurásia

Um museu francês suspendeu uma exposição sobre o líder mongol Genghis Khan por causa de uma tentativa de censura do governo chinês, revelaram os responsáveis pelo espaço cultural.

O museu de história da cidade de Nantes, no oeste de França, anunciou na segunda-feira que ia atrasar em mais de três anos a abertura da exposição sobre o lendário fundador do império mongol do século XIII, noticiou a agência AFP.

Os preparativos para a exposição, planeada em colaboração com o Museu da Mongólia Interior em Hohhot, na China, tiveram problemas depois de o departamento de Património Cultural chinês ter pressionado para que fossem feitas alterações ao plano do projeto original, “incluindo elementos notáveis ​de reescrita tendenciosa da cultura mongol em favor de uma nova narrativa nacional”, disse o museu de Nantes.



As autoridades chinesas exigiram que certas palavras, incluindo “Genghis Khan”, “império” e “mongol”, fossem removidas da exposição, e mais tarde pediram controlo sobre os textos, mapas, brochuras e comunicações da exposição, revelou o museu.

Esta situação coincide com uma postura chinesa mais dura contra os mongóis étnicos, que correspondem a cerca de 6,5 milhões dos 1,4 mil milhões de habitantes da China e vivem principalmente na província da Mongólia Interior. Esta tem enfrentado protestos e boicotes a escolas por causa de uma política que exige que se ensine política, história e literatura em mandarim ao invés da língua local.

“O regime chinês proíbe narrativas históricas que não coincidam com as suas narrativas oficiais. E tenta fazer o mesmo no exterior”, escreveu no Twitter Valerie Niquet, especialista em Ásia da Fundação para Investigação Estratégica de França.

https://twitter.com/AntoineBondaz/status/1315596741828374528

Antoine Bondaz, investigador da fundação, também apoiou a decisão do museu no Twitter, qualificando de “loucas” as alegadas exigências chinesas. “O museu de Nantes e o museu Hohhot tinham boas relações de trabalho até que Pequim mudou as suas políticas e tentou impor a sua narrativa no exterior”, acrescentou.

O “endurecimento neste verão da posição do governo chinês em relação à minoria mongol” levou à suspensão da exposição, disse o museu. “Decidimos interromper essa exposição em nome dos valores humanos, científicos e éticos que defendemos”, sublinhou o diretor do museu, Bertrand Guillet, em comunicado.

A exposição, que deveria estrear-se na próxima semana, já havia sido adiada para o primeiro semestre de 2021 por causa da crise do coronavírus. Porém, o museu avançou que agora foi “forçado a adiar a exibição até outubro de 2024″, o que dará tempo para construir uma nova exposição, apresentando obras de coleções europeias e americanas.

Lusa ZAP //

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