Bing, Google

Integração do já famoso ChatGPT pode mudar drasticamente a importância do Bing entre os motores de pesquisa.
Não há que fugir: quando procuramos algo na internet, a grande maioria de nós utiliza o motor de pesquisa Google.
Mas esse domínio quase total (quota de mercado de 92% em todo o mundo) poderá terminar em breve por causa do já famoso ChatGPT.
A novidade, ainda não oficial, foi avançada na semana passada no portal The Information: a Microsoft está a preparar-se para lançar uma versão do Bing com o ChatGPT integrado.
Caso a ideia avance, prevê-se que o Bing dê respostas concretas à pesquisa, no imediato – em vez de apresentar uma lista de ligações para outros sites.
O Bing deverá melhorar os resultados de pesquisa, fornecendo mais detalhes, mais contexto e conteúdos relacionados ou semelhantes de forma mais “humanizada”.
A ideia da empresa de Bill Gates é aplicar essa novidade no Bing já no primeiro trimestre deste ano. Até ao final de Março, portanto.
A “guerra” é clara: tirar do trono o motor de pesquisa da Google, numa “guerra há muita dada como terminada”, destaca o portal The Next Big Idea.
Refira-se que o ChatGPT foi criada pela empresa OpenAI. A OpenAI (Inteligência Artificial Aberta) foi alvo de um investimento de mil milhões de dólares por parte da… Microsoft. Em 2019.
A OpenAI andou a desenvolver tecnologias de Inteligência Artificial em videojogos e escrita de texto. Até que, há dois meses, apareceu a “maravilha” chamada ChatGPT. O serviço que fala connosco.
Demorou cinco dias a alcançar 1 milhão de utilizadores. 200 mil novos utilizadores por dia, em média.
“Mas, para já, o ChatGPT só deve ser utilizado em coisas realmente importantes”, avisou Sam Altman, director-executivo da Open AI, que admitiu as falhas já verificadas no sistema, que ainda está em construção.
O Bing só ocupa a rotina de 3% das pessoas que procuram algo na internet. É irrelevante para a grande maioria muitos internautas. Na verdade, por cá, sobretudo entre os portugueses mais pequeninos, quando se fala em Bing pensa-se só nos desenhos animados que eram transmitidos pela RTP2.
Mas o novo “amigo” ChatGPT poderá mudar estes números.
Números que não são propriamente insignificantes: os 8 mil milhões de euros em receitas publicitárias (2021) são superiores aos números de Twitter, Snapchat e TikTok – todos juntos.
No entanto, seja pela curiosidade intrínseca, seja pelos resultados de facto mais satisfatórios, é bem provável que o Bing deixe de ser apenas o coelho da RTP.
A Google, para já, não responde. Nem deve responder em breve. Por uma questão de risco: tem muito mais a perder, em termos de reputação, se apresentasse já a sua “sósia” do ChatGPT.
E não esqueçamos que a Google está a desenvolver a sua tecnologia de conversação em tempo real: o LaMDA, Language Model for Dialogue Applications – ou modelo de linguagem para aplicações de diálogo. Esperam-se por novidades ainda em 2023.