Estela Silva, António Cotrim / Lusa

A partir de 1 de janeiro de 2020, a lei passou a exigir que as empresas cotadas em bolsa tenham, pelo menos, 33,3% de administradores de género sub-representado – que, em todos os casos, é o sexo feminino. Apesar de algumas já o fazerem, ainda há muitas que não o fazem.
Assim, a SAD do Benfica e a do FC Porto vão ter de incluir mais mulheres na sua administração. De acordo com o Jornal de Negócios, estes dois exemplos são referidos porque ambos têm assembleias eletivas este ano. O FC Porto vai a fotos já em abril. Já o Benfica tem eleições agendadas para o segundo semestre de 2020.
A listas de outras empresas que vão ter de regularizar a sua situação ainda é extensa. Nela, surgem nomes como a Altri, Ramada, Cofina, Sonaecom, CTT, Grão-Pará, Salvador Caetanos e Reditus. No rol das cumpridoras surge a Corticeira Amorim, a Pharol, a Flexdeal, a Glintt, a Inapa e a Merlin.
Até esta nova atualização, era apenas requerida uma representação de 20% que o Sporting só passou a cumprir recentemente. O clube tinha tido eleições em 2018, mas só no passado mês de outubro é que regularizou a situação ao incluir Maria Biléu Sancho e Sara Sequeira na sua administração, medida que não só quebrou o limite dos 20% como também cumpre os novos 33,3%.
Em declarações ao Jornal de Negócios, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) diz que “tem vindo a acompanhar casos de alegado incumprimento do regime, encontrando-se a par das situações identificadas no sentido de aferir as medidas aplicáveis, em caso de não sanção voluntária”. Foi ainda explicado que, antes de serem aplicadas coimas serão lançadas repreensões.
no mínimo rídiculo!
não sei como é que as mulheres aceitam este tipo de quotas, é a mesma coisa que as estar a rebaixar, isto sim é discriminação, pq no fundo estão a dizer, bom temos de ter aqui um certo número de mulheres sejam elas competentes ou não para aqui estar.