Receitas de bilheteira da Cineworld passam os níveis pré-pandemia. Tudo graças a Bond, Dune e Venom

No mês passado, as receitas de bilheteira da Cineworld ultrapassaram os níveis pré-pandémicos nas salas de cinema do Reino Unido e da Irlanda — o que se deveu, em parte, aos filmes “No Time to Die”, “Dune” e “Venom”.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o segundo maior operador de cinema do mundo — proprietário das cadeias Cineworld e Picturehouse, no Reino Unido, e Regal Theatres, nos EUA — revelou que as receitas de bilheteira e de concessão em outubro atingiram 127% comparativamente ao mesmo mês em 2019.

As ações da Cineworld subiram assim 11%, tornando a empresa na que mais posições subiu no FTSE 250 — um índice de bolsa composto por 250 empresas listadas na London Stock Exchange —, esta segunda-feira de manhã.

Segundo a Cineworld, a recuperação na indústria cinematográfica foi alimentada, principalmente, pelo regresso ao grande ecrã dos sucessos de bilheteira “Black Widow”, “No Time to Die”, “Dune”, “Venom” e “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”.

Durante o fim-de-semana, o filme protagonizado por Daniel Craig, “No Time to Die”, rendeu mais de 90 milhões de libras nas bilheteiras do Reino Unido e da Irlanda, tornando-se apenas o quinto filme a ultrapassar essa marca.

“Há verdadeiros motivos para otimismo na nossa indústria”, disse Mooky Greidinger, chefe executivo da Cineworld.

“Estamos entusiasmados por ver as audiências regressarem em número significativo. As nossas parcerias com estúdios são tão fortes como sempre e [há] uma incrível tabela de filmes por vir“, tais como o “Spider Man: No Way Home”, “Sing 2”, “Ghostbusters: Afterlife” e “The Matrix Resurrections”continuou.

Nas suas operações globais em 752 locais em 10 países, as receitas totais do grupo atingiram, em outubro, 90% dos níveis pré-pandémicos. No Reino Unido, a Cineworld opera 127 salas de cinema.

Em 2020, a empresa registou um prejuízo recorde de 2,2 mil milhões de libras, mas no mês passado regressou a um fluxo positivo, o que representa “um marco importante na sua recuperação”.

Contudo, os analistas da AJ Bell advertiram que a Cineworld deve ser cautelosa quanto ao aumento dos preços dos bilhetes para reforçar as suas finanças.

“Agora não é o momento de grandes aumentos de preços de bilhetes. Não só as finanças familiares estão sob pressão de contas mais altas de energia, combustível e alimentos, mas os operadores de cinema também precisam de utilizar preços mais baratos como forma de atrair qualquer pessoa que ainda esteja reticente em passar duas horas num espaço confinado com estranhos”, disse.

  ZAP //

 

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