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Arqueólogos descobriram um ovo intacto com mil anos (e partiram-no)

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(dr) Yoli Schwartz / Israel Antiquities Authority

Uma equipa de arqueólogos descobriu, na antiga zona industrial de Yavneh, em Israel, um ovo de galinha com mil anos.

O ovo estava enterrado no subsolo, onde se manteve preservado durante cerca de mil anos até ser encontrado. No entanto, depois de ser transportado para o laboratório da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês), os arqueólogos partiram-no, acidentalmente.

De acordo com a Futurism, este é um exemplo poético do quão frágil é a nossa conexão com o passado distante.

“Ficamos surpreendidos quando o encontrámos”, disse a arqueóloga Alla Nagorsky, em declarações ao jornal Haaretz.

“De vez em quando encontramos fragmentos de cascas de ovo, mas um ovo inteiro é extraordinário”, acrescentou.

Nagorsky explicou ainda que o facto de o ovo ter sido quebrado não tem grande influência no seu valor arqueológico, até porque parte da gema permaneceu colada à casca e o seu ADN está agora a ser analisado.

Na verdade, disse o arqueólogo, o ovo poderia ter de ser partido para os cientistas estudarem o seu conteúdo.

Além do ovo, a equipa descobriu no local de escavação três bonecos feitos de osso, típicos do século 11, e uma lamparina a óleo – cujo estilo remete para cerca de mil anos atrás. Daí os arqueólogos pensarem que o ovo será do mesmo período.

Sabe-se que há fragmentos de casca de ovo de períodos anteriores, disse Lee Perry Gal, especialista em avicultura da IAA, explicando que, “devido às cascas frágeis dos ovos, quase nenhum ovo de galinha foi preservado inteiro”.

Ovos muito mais antigos e mais robustos, como ovos de avestruz, são encontrados com mais frequência – e alguns até estão decorados, uma prática que data de há pelo menos 60 mil anos.

“Mesmo a nível global, é um achado extremamente raro”, concluiu Gal.

  Sofia Teixeira Santos, ZAP //

3 Comments

  1. Século 11? Nunca se escreve a numeração dos séculos pelo sistema numérico hindu-arábico, mas sim no sistema de numeração romana. É o cânone adoptado e que deve ser respeitado. Coitado daquele que não souber disso ou sequer não o saber ler. Será século XI, neste caso.

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